quarta-feira, 31 de julho de 2013

Fórum da ANCP reunirá profissionais renomados durante a 6ª Expogenética

A ANCP (Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores) participa da 6ª edição da ExpoGenética, que acontece entre os dias 17 e 25 de agosto, no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG). Nesta edição, a Associação referência em melhoramento genético promove debates entre pesquisadores, técnicos e criadores, abordando questões sobre precocidade sexual, objetivos das provas de desempenho, importância da seleção para características de carcaça e aplicabilidade da avaliação morfológica na seleção. Os fóruns serão apresentados no pavilhão 16 durante a feira. 
 
O debate com o tema “Precocidade Sexual” será apresentado pelo renomado professor José Aurélio Bergmann, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Já a doutora em melhoramento genético, Carina Ubirajara Faria, da UFU (Universidade Federal de Uberlândia) aborda o tema “Prova de Desempenho”. A discussão sobre a “Importância da Seleção para Características de Carcaça” será apresentada por Fabiano Rodrigues da Cunha Araújo, técnico da Aval Serviços Tecnológicos. E o tema “Aplicabilidade da Avaliação Morfológica na Seleção”, ficará a cargo do zootecnista William Koury Filho, da Brazilcomz.
 
Para Raysildo Barbosa Lôbo, presidente da ANCP, promover esses debates durante a ExpoGenética irá proporcionar maior visibilidade para o melhoramento genético bovino, uma vez que é um dos pilares básicos da evolução da qualidade do rebanho brasileiro e já é parte essencial da cadeia produtiva. “É uma excelente oportunidade para reunir especialistas, pesquisadores e criadores para discutir questões pertinentes ao setor. Esses debates são importantes para fortalecer nosso trabalho, além de quebrar paradigmas e levar informações técnicas aos participantes”.
 
Em estande próprio e com equipe de consultores para atender aos associados, criadores e interessados em melhoramento genético, a ANCP apresentará as novas ferramentas de avaliação genética, os conceitos, objetivos, vantagens e importância do beneficiamento animal para a seleção e evolução dos rebanhos.Dentro da programação serão apresentados os touros jovens participantes do teste de progênie Reprodução Programada e os associados da ANCP terão a oportunidade de adquirir doses de sêmen.
 
Durante a programação, a ANCP apresenta o lançamento do Sumário de Touros, edição Agosto/2013, com as avaliações genéticas dos reprodutores das Raças Nelore, Guzerá, Brahman e Tabapuã. A grande novidade desta edição é o Sumário do Programa POI de Seleção e Avaliação Genética – novo programa de avaliação genética do gado POI. Aberto ao público, o lançamento acontece no dia 20 às 18 horas, no Salão Nobre da sede da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu). O Sumário traz ainda, o Catálogo de Touros da Reprodução Programada 2013. Fonte: ANCP 

Nelore: Genética de Ponta ao alcance de todos!

terça-feira, 30 de julho de 2013

Primeira etapa de vacinação contra aftosa na Bahia tem mais de 90% do rebanho imunizado


Com 91,15% do rebanho vacinado contra a febre aftosa, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), ligada à Secretaria de Agricultura e Pecuária, encerra a primeira etapa de vacinação de 2013 comemorando o alto índice vacinal, acima dos 90% exigidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), mesmo com os problemas ocasionados pela forte seca que atingiu mais de 60% do estado.

Os dados divulgados nesta segunda-feira, dia 29, reforçam a responsabilidade do criador e o compromisso do governo do Estado em desenvolver e fortalecer pecuária, garantindo a sanidade das 11.173.003 cabeças existentes no território baiano, mantendo o status de Livre da Febre Aftosa com Vacinação, como destacou o secretário da Agricultura, Eduardo Salles:

– As atividades de defesa unidas ao processo de modernização da pecuária trazem resultados positivos, favorecendo o sucesso das ações, o alcance das metas e a superação de desafios no combate a seca. Para ele o índice alcançado é um excelente patamar:
– É o reflexo do esforço conjunto entre criadores, associações, sindicatos, governo do Estado e Ministério da Agricultura dentro do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa.

O grande destaque nesta etapa de vacinação foi para a Zona de Proteção com índice de cobertura vacinal de 94,59%, composta pelos municípios de Formosa do Rio Preto, Santa Rita de Cássia, Mansidão, Buritirama, Remanso, Casa Nova, Pilão Arcado e Campo Alegre de Lourdes. Estes fazem divisa com Pernambuco e Piauí, estados que ainda não foram reconhecidos pelo Ministério da Agricultura como livre de aftosa com vacinação, destaca o diretor geral da Adab, Paulo Emílio Torres.

– Estamos cumprindo com o nosso papel de zelar pelo patrimônio pecuário na Bahia, agindo em defesa de toda comunidade rural no estado e garantindo condições mais favoráveis para que o pequeno produtor mantenha seu rebanho livre da aftosa. Para isso, a fiscalização do trânsito de animais e da vigilância ativa das propriedades foi intensificada propiciando maior segurança aos serviços oferecidos ao produtor.

Defesa Agropecuária

A Adab contabilizou 572.859 cabeças de gado que morreram devido à forte seca que afetou o estado. Isso representa cerca de 5% do rebanho existente na Bahia. Os maiores números de mortes ocorreram nas regiões de Miguel Calmon (75.190), Ribeira do Pombal (74.433), Juazeiro (70.700), Itaberaba (69.730) e Feira de Santana (62. 399).  Fonte: Governo da Bahia.




sexta-feira, 26 de julho de 2013

Setor de carne avalia erros desde a fazenda até o abate

Pecuaristas e frigoríficos querem saber o que há de errado com a produção de carne desde o momento em que o animal embarca no caminhão na fazenda até o da desossa no frigorífico.

Um médico-veterinário acompanha o embarque, o transporte e o abate, avaliando o estresse do animal e as condições finais da carne.

O programa, que começou em janeiro, deverá ter o resultado final em dezembro, mas já mostrou que muita coisa precisa ser mudada.

Estão envolvidos nesse estudo a Acrimat (produtores de MT), o frigorífico Frialto, a Unesp, a Universidade Federal de Mato Grosso e a Beckhauser (empresa de balanças e contenção de gado).

Imagem: Ministério da Agricultura



Circuito Boi Verde chega em Redenção na semana que vem

Bataguassu recebeu a 3ª edição do CBV e agora é a vez de Redenção!!! 

Mais uma vez o estado do Mato Grosso do Sul se evidenciou pela qualidade dos animais apresentados e enviados para o abate desta terceira edição do Circuito Boi Verde de Julgamentos de Carcaças promovido pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil - ACNB, que tem por objetivo mensurar as qualidades da raça Nelore como produtora de carne de acordo com a demanda do mercado, mapear o desempenho frigorífico dos animais da raça criados sob diferentes condições e proporcionar a troca de experiências para os envolvidos na cadeia da carne.


Mais de 3.000 mil animais já foram avaliados em três etapas realizadas do Circuito Boi Verde em 2013. Somente em Bataguassu, cidade que se destaca na atividade agropecuária, foram avaliados 1.499 animais de 15 criadores, sendo que 87% dos animais apresentaram até 4 dentes (até 30 meses), 88,9% dos animais participantes pesavam entre 17 à 21@, e 80,4% tinham gordura mediana e uniforme, com  padrões de qualidade exigidos pelo mercado.

Produtores do Mato Grosso do Sul primam pela máxima qualidade dos animais que enviam para o abate, sem esquecer da rentabilidade, pois segundo o Gerente de Produtos da Nelore, Guilherme Alves "a cada ano que se passa percebemos que os animais estão sendo abatidos mais cedo e isso é fruto do trabalho de melhoramento genético, manejo sanitário e alimentação", conclui.

Andre Bartocci, campeão do CBV nos anos de 2007, 2008 e agora em 2013 foi o campeão desta etapa de Bataguassu é um pecuarista de sucesso e participante da competição que é a única do gênero no país e através dela procura-se orientar os produtores quanto aos parâmetros de maior liquidez comercial vigentes no mercado.

O tricampeão Bartocci explica que o CBV " é a maior prova de julgamento de Carcaças de animais produzidos exclusivamente a pasto do mundo. Ele prova a incrível capacidade da parceria NELORE-BRASIL de produzir carne de altíssima qualidade a partir de pastagens tropicais. A cada etapa do CBV realizada nestes últimos 10 anos fica claro para quem acompanha, que a raça tem o potencial de atender aos mais exigentes mercados de carnes do mundo de maneira sustentável".

Investimentos e tecnologia são fatores cruciais e determinantes para o sucesso no mercado, segundo Bartocci  " a maioria dos competidores conta com a mais nobre genética Nelore e com tecnologia de ponta para produção a pasto." . Quando questionado sobre qual é o segredo para produzir tanta qualidade, Bartocci explica que o fato de ser campeão, não  significa que seu rebanho é melhor que dos outros concorrentes. " O grande segredo é conhecer a fundo sua produção e extrair o que o Circuito(o mercado) pede: uma carne macia, saborosa  e saudável para o consumidor, uma carcaça padronizada e com uma boa cobertura de gordura  para o frigorífico e um animal precoce e rústico para o produtor.

A premiação aconteceu durante o 2º Leilão Ranking Nelore Bataguassú - MS e a próxima cidade a receber o CBV será Redenção, no Pará. As expectativas são as melhores possíveis e Andre Bartocci , finaliza:  "Acredito que em alguns anos este será um dos grandes eventos da raça Nelore, pois o grande objetivo de trazer Karvadi e seus conterrâneos para o Brasil era melhorar a qualidade e a quantidade de carne produzida e para nós da Fazenda Nossa Senhora das Graças, produzir carne e seus derivados a exclusivamente a pasto é um grande desafio e um compromisso e por este motivo sempre estaremos presentes no Circuito Boi Verde".!
Parabéns a todos os pecuaristas participantes e envolvidos em mais uma edição do Circuito Boi Verde de Julgamentos de Carcaças.
Vencedores da Etapa Bataguassú
1º           ANDRE RIBEIRO BARTOCCI
2º           JACYRA DE LOURDES HOFIG RAMOS
3º           RONALDO MATEUS MAZETO

INSCRIÇÕES
Os produtores interessados em participar, devem inscrever seus lotes de animais junto ao setor de compra de bovinos no frigorífico. O período das inscrições seguirá o cronograma de fechamento da escala de abate da unidade. Os lotes deverão ser inscritos em nome do proprietário e da propriedade concorrente e o número de animais, por lote, será limitado ao mínimo de 01 (uma) carga completa, estando sujeito a variações de acordo com o tamanho dos veículos de transporte e dos currais do frigorífico. Para participar, não é necessário ser sócio da ACNB, e não há custo de inscrição. Atenção, as vagas são limitadas.
ANIMAIS
Podem participar dos julgamentos, animais da raça Nelore, com até 25% de sangue de outra raça zebuína, enquadrando-se nos padrões característicos da raça como Pelagem: cor branca, cinza ou manchada de cinza e presença de cupim. Somente serão aceitos para julgamento animais machos.

PREMIAÇÃO
Serão premiados na categoria Melhor Lote de Carcaças os 03 (três) primeiros colocados, conforme descrito abaixo:

    1° colocado: Melhor Lote de Carcaças – Medalha de Ouro
-        2° colocado: Melhor Lote de Carcaças – Medalha de Prata
-        3° colocado: Melhor Lote de Carcaças – Medalha de Bronze
Independente da colocação, todos os lotes e pecuaristas participantes da etapa, automaticamente estarão disputando o Campeonato Nacional, cujo vencedor é premiado na Nelore Fest, em São Paulo, Capital.

Circuito Boi Verde em números
O sucesso do Circuito Boi Verde de Julgamento de Carcaças pode ser demonstrado em números, pois já foram realizados 138 abates em 11 Estados (SP, MS, PR, MG, RO, GO, MT, ES, AC, TO e PA) além da etapa internacional do Paraguai, registrando um total de 89. 963 animais avaliados.
Em 2013 já foram realizadas 3 etapas, totalizando 3.035 animais avaliados.
Em 2012 foram realizadas 7 etapas, em 6 estados (ES, MS, MT, RO , PA e GO), e uma etapa internacional no Paraguai, totalizando 6.964 animais avaliados.




Alvaro Tacio dos Santos Gerente compra de Gado Marfrigventrega o Premio de 1º Colocado para Andr Bartocci, Fazenda Nossa Senhora das Graças Município de Caarapó - MS 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Exposição de Macaé sediará etapa regional do ranking

A XXXIV Exposição Agropecuária - Edição Especial 200 Anos será realizada no Parque de Exposição Latiff Mussi, a partir desta quinta-feira (25) até a segunda-feira (29). Durante cinco dias os macaenses contarão com diversas atrações como shows de artistas locais e nacionais, leilão de gado, rodeio, mini fazenda e tenda cultural. Além das atrações, o evento sediará a etapa obrigatória do ranking regional da Assoaciação dos Criadores de Nelore do Brasil - ACNB.

A proposta da Prefeitura de Macaé para esse ano é oferecer conforto e segurança, com acesso comum a todos os visitantes, sem áreas vips. A programação especial foi montada buscando atrair todos os públicos e focar na participação das famílias. A entrada no Parque de Exposições que funcionará a partir das 9h será gratuita todos os dias.


Um dos primeiros locais que receberam exemplares da raça Nelore no Brasil foi a cidade do Rio de Janeiro, que até os dias de hoje acolhe dois dos grandes criatórios do país e segundo Luiz Adilson Bon, presidente da Nelore Rio fazer uma etapa regional do ranking nesta exposição "é muito importante, porque além de eu ser um criador de Nelore, o Estado precisa fortalecer e fomentar a raça, pois o Rio de Janeiro é um local tradicional na criação de Nelore e até hoje criatórios reconhecidos nacionalmente como Lemgruber e  Fazenda Indiana - representada pela Dona Lais Werneck de Menezes --  mantém seus planteis aqui, além de Macaé ser uma praça forte quando se trata de mercado de gado".


O período da exposição – em que se comemora o aniversário do município, dia 29 - também se reflete no comércio local, com aumento das vendas em geral e na ampliação no atendimento de serviços.  Segundo o secretario de agro economia de Macaé, Dr. Aurélio Vasconcelos "a raça nelore participou e ainda contribui, de forma decisiva no melhoramento genético do rebanho do Rio de Janeiro, paralelamente ao ganho de qualidade genética da raça nelore também se deu à evolução do rebanho de corte de todo o estado. Desde os primórdios da chegada da raça em nosso estado, esse ganho em qualidade da carne tem sido uma constante". 


Uma programação especial foi montada a fim de valorizar a economia local de pequenos agricultores e artesões, além da promoção de negócios no setor agropecuário. Os eventos da agroindústria familiar e de artesanato com profissionais locais prometem movimentar o Parque de Exposição, além de uma feira de negócios que acontecerá dentro do Macaé Centro com exibição de tratores, caminhões, maquinários e implementos agrícolas.
Os julgamentos da raça Nelore acontecem nos dias 26 e 27 de julho. 



Fazenda Ventania em Macaé - criatório de Nelore

Exportação de carne bovina do Brasil cresceu 719% nos últimos 17 anos

Desde 1996, o Brasil aumentou em 719% a exportação de carne bovina (passando de 151,7 mil toneladas em 1996 para 1,24 milhão de toneladas em 2012) e diminuiu a área de pastagens em 3,6% (de 177 milhões de hectares para 171 milhões de hectares). E a intenção é continuar intensificando a produção até dobrar o rebanho para alimentar o país e o mundo.


Este é o destaque do vídeo “Brazilian Beef Stories - part II”, uma produção institucional feita para promover a carne brasileira no exterior. A estreia está marcada para outubro, durante a feira de Anuga, na cidade de Colônia (Alemanha), maior evento de alimentos do mundo para o varejo e o food service.

Levando o slogan “Carne bovina brasileira. Naturalmente boa. Boa para você. Boa para o nosso planeta”, a segunda parte do vídeo  mostra casos reais de sucesso da pecuária brasileira em diferentes biomas, como o Cerrado e o Pantanal, “que representam a evolução da atividade pecuária no país, produzindo cada vez mais carne e utilizando menos recursos naturais”, complementa Fernando Sampaio, diretor-executivo da Abiec, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne.

O ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Alysson Paolinelli, é um dos convidados a deixar seu depoimento no vídeo. Ele introduz a história da evolução da pecuária mostrando que, antes da década de 1970, a atividade era basicamente extrativista, usando a riqueza dos solos através das pastagens. No entanto, a evolução da tecnologia e do conhecimento fizeram com que o agronegócio brasileiro evoluísse rapidamente, formulando o melhor modelo de conjugação de agricultura e pecuária, onde a primeira recupera os solos gerando riqueza através da produção de grãos e a segunda complementa o ciclo na época da entressafra.

Para formar a um rebanho que pudesse responder a esse desafio de produzir mais por área, o Brasil também tornou-se referência no melhoramento genético animal. “O melhoramento nada mais é do que você escolher os melhores (animais) para serem multiplicados mais intensamente”, explica Eduardo Biagi, presidente da ABCZ, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu. Além de técnicas como Inseminação Artificial e Inseminação Artificial por Tempo Fixo, o Brasil realiza cerca de 350 mil fertilizações in vitro por ano. A seleção dos melhores animais e o repasse de sua genética dentro de um rebanho pode significar até três arrobas a mais em um boi abatido, calcula Biagi.

Na fase da engorda, um sistema que está sendo cada vez mais usado no Brasil é o confinamento, onde o animal recebe alimentação própria para dar o acabamento de gordura necessário para indústria conquistar bons mercados, que se fidelizam e pagam mais pela qualidade. O pecuarista Rodrigo Penna, que possui um confinamento em Goiás, revela que os animais ficam em média 80 dias no cocho. O gerente de produção Fábio Maya informa que essa terminação em sistema intensivo é utilizada para aproveitar o melhor das pastagens na fase de crescimento do gado (recria) e que o confinamento é uma ferramenta para garantir a qualidade de carne ao animal, depositando a gordura necessária.

De acordo com Maya, o confinamento feito no Brasil é mais sustentável do que o feito em outros países porque não utiliza grãos, como milho e soja, em grande volume, disponibilizando-os para a alimentação humana. Em vez disso, a dieta é formulada muitas vezes com subprodutos da própria agroindústria nacional, como a casca de soja, a polpa cítrica e a torta de algodão, resíduo do processamento de biodiesel.

Além de produzir carne com mais qualidade, outro objetivo da pecuária brasileira é aumentar o giro da atividade, produzindo mais por área e ganhando em competitividade. O pecuarista Guilherme Noah, de Mato Grosso, conta que seu objetivo é "recomprar" a fazenda a cada ano. “Eu quero dobrar a capacidade que eu trabalhava. Então, ao invés de eu comprar uma área nova, eu vou pôr dinheiro aqui e vou fazer com que essa área suporte duas vezes o gado que eu tinha”, projeta Noah.

“Não vamos precisar derrubar nenhum hectare de mata a mais e podemos simplesmente dobrar a produção do Brasil. Já pensou um país com 400 milhões de cabeças?”, reflete o pecuarista Luiz Carlos Meister, que também é um dos convidados a deixar seu depoimento no vídeo. 

Atualmente, o Brasil tem 213 milhões de cabeças em seu rebanho bovino e está entre os maiores produtores e exportadores de carne do mundo.  Fonte: Rural Centro.

Confira o vídeo: “Brazilian Beef Stories – part II” na íntegra.




Mapa vai aprimorar inspeção em produtos de origem animal

Com o objetivo de agilizar a equivalência de sistemas de inspeção em produtos de origem animal com o serviço federal, representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e dos serviços estaduais definiram medidas imediatas a serem adotadas pelo governo federal. O resultado é decorrência da oficina Evolução dos Serviços Equivalentes de Inspeção de Produtos de Origem Animal, que ocorreu entre os dias 10 e 12 de julho, em Brasília.

Foram identificados pelos participantes da oficina três eixos com necessidades de mudanças. Primeiro, é preciso agilizar o processo de adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). Segundo, padronizar os critérios técnico-científicos e operacionais utilizados no Sistema. “Além disso, também é necessário viabilizar a estruturação dos serviços de inspeção”, explica a diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Mapa, Judi Nóbrega.

Para resolver essas questões, serão adotadas medidas pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA/Mapa) nos próximos meses, como atualização do Decreto nº 5.741/06, que simplifica o processo de adesão dos estados ao Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), do qual o Sisbi-POA faz parte.

Outras ações envolvem instalar e estruturar a coordenação do Sisbi-POA, repassar recursos para fortalecer os serviços de inspeção nos estados equivalentes e viabilizar o acesso desses estados à rede de Laboratórios Nacionais Agropecuários (Lanagros).

Os estados equivalentes também deverão adotar ações comuns, inclusive identificando os estabelecimentos aptos à inclusão no Sistema. Será necessário, ainda, elaborar planos de ação para avaliar esses locais quanto à evolução no atendimento aos requisitos de equivalência.

O Sisbi-POA padroniza e harmoniza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal para garantir a inocuidade e segurança alimentar. Com a adesão, os produtos podem ser comercializados em todo o território nacional.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Frio melhora a oferta de gado pronto para abate

O frio intenso desta semana afeta as áreas de pastagens, e os pecuaristas aceleram a venda dos animais que estavam prontos para o abate. Com isso, melhoram a oferta de animais e as escalas de abate dos frigoríficos. O resultado é uma pressão de queda nos preços, segundo Nadia Alcantara, analista da Informa Economics FNP. 

Esse cenário, no entanto, não perdura muito. O período de frio será curto e a chegada de agosto trará mais demanda para a carne. Os preços não devem oscilar muito em relação aos R$ 103 por arroba praticados em São Paulo. Além da demanda interna, o setor conta com o bom momento das exportações, que estão em alta. 




Fonte: Jornal Folha de S. Paulo, Vai Vêm da commodities / coluna Mauro Zafallon /SP – 24/07/2013)

Expo Nelore BH começa no dia 11 de agosto, no Parque da Gameleira


O Parque de Exposições Bolívar de Andrade (Parque da Gameleira) será o palco da VI Expo Nelore BH, entre os dias 11 e 17 de agosto. Os mais conceituados criadores da Raça Nelore do Brasil estarão na capital mineira, participando desta que já é uma das maiores exposições dessa variedade de gado. A expectativa é que 20 mil pessoas passem pelo evento.

Os objetivos são promover a abertura de novos negócios e proporcionar visibilidade aos criadores da raça. “A exposição é importante para que os representantes do segmento possam mostrar o que há de melhor em termos de produção e desempenho dos animais”, afirma o superintendente da Rima Agropecuária, Cláudio Signorelli Faria, empresa que participará da mostra pela sexta vez. Ainda de acordo com ele, a Expo Nelore BH já é a maior exposição de Nelore fora de Uberaba. Por isso, a expectativa é de bons negócios.

A raça Nelore apresenta bom desempenho e elevada capacidade genética. Estima-se que aproximadamente 300 animais de elite estejam expostos no evento. O corpo de jurados é composto pelos especialistas Rodrigo Ruschel Lopes Cançado, Fabio Eduardo Ferreira e Fernando Augusto Meirelles Filho.

Os participantes podem se inscrever na Associação Mineira dos Criadores de Nelore (AMCN), por meio do telefone (31) 3286-5347, ou pelo e-mail nelore@neloreminas.org.br 

Confira a programação da V Expo Nelore BH: 

Entrada dos animais: 8 a 9 de agosto

Data-base, diagnóstico de gestação e pesagem: 10 de agosto

Julgamento: 12,13 e 14 de agosto

Saída dos animais: 15 de agosto

Animais da Rima Agropecuária
Fonte: Prefácio Comunicação 

Empresas brasileiras vão a feira no Iraque

A Câmara de Comércio Árabe Brasileira participará pela terceira vez da Feira Internacional de Erbil, cuja 9ª edição ocorrerá de 23 a 26 de setembro na região do Curdistão, no norte do Iraque. Em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), a entidade terá um pavilhão que já conta com cinco empresas expositoras confirmadas. Ainda há espaço para mais cinco.

Estarão presentes a Fanem, indústria de produtos médicos e hospitalares, o frigorífico Marfrig, a trading Sunfield, a Cibal, certificadora de produtos halal - preparados de acordo com a tradição islâmica -, e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

A feira é multissetorial, portanto empresas de diferentes áreas podem participar. Entre os segmentos considerados com maiores oportunidades de negócios estão os de alimentos, construção civil, equipamentos médicos e hospitalares, moda, móveis, energia e de eletroeletrônicos.

No ano passado, a mostra teve 850 expositores de 22 países e 75 mil visitantes de todo o Iraque, segundo a organização. Estavam representados setores como os de engenharia, eletrônicos, construção, energia, móveis, decoração, informática, telecomunicações, educação, moda, bancos, joias e artesanato, entre outros.

Churrasco

Paralelamente à mostra, a Abiec, em parceria com a Câmara Árabe, vai organizar um churrasco no dia 26 em Erbil. A ideia é convidar potenciais importadores e autoridades locais. "Será um churrasco para promover a carne brasileira", disse o diretor-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby.

O Iraque suspendeu as importações de carne brasileira após a divulgação em dezembro de 2012, pelo Ministério da Agricultura, de que foi detectado o agente causador do mal da vaca louca em uma fêmea do rebanho do Paraná que morreu em 2010, sem, no entanto, desenvolver a doença.

Em maio, a Assembleia Mundial de Delegados da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) confirmou parecer técnico da Comissão Científica do órgão que manteve o status do Brasil como de "risco insignificante" para a Encefalopatia Espongiforme Bovina, grau mais baixo que pode ser atribuído à possibilidade de ocorrência da doença. Para a entidade, o caso ocorrido no estado do Paraná não significou risco à saúde pública e animal do Brasil, nem de seus parceiros comerciais.

Também em setembro, de acordo com Alaby, uma delegação do Ministério da Agricultura do Iraque virá ao Brasil para discutir a questão da suspensão das importações. Em 2012, antes da interrupção, as exportações de carne bovina ao Iraque renderam US$ 24,7 milhões, um aumento de 18% em relação a 2011, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). No total, as vendas ao Iraque somaram US$ 288 milhões no ano passado, sendo que a carne de frango foi o principal item da pauta, de acordo com o MDIC.

Como já é tradição, além da feira, a Câmara Árabe vai agendar para o grupo de brasileiros que for ao Iraque reuniões com autoridades e lideranças empresariais, além de visitas a companhias locais. 

O investimento para expor no pavilhão brasileiro é de R$ 2.800,00 para associados da entidade e de R$ 4.000,00 para não associados. O pacote inclui estande decorado de nove metros quadrados, recepcionista bilíngue e o suporte da Câmara Árabe e da Apex. As inscrições devem ser feitas preferencialmente até 15 de agosto.





Nelore corresponde a 44% da comercialização de sêmen de corte no país


A raça nelore corresponde a 44,6% da comercialização de sêmen de corte no país. Os dados são da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) e referentes a 2012, quando foram comercializadas 7,44 milhões doses de sêmen de bovinos de corte, um aumento de 6,1% em relação a 2011.

Do total, 3,32 milhões de doses foram da raça nelore (incluindo mocho), o que corresponde a 44,6% do total vendido das raças de corte. A raça angus está com 2,88 milhões de doses vendidas ou 38,7% do total. Em seguida, está a brahman, que teve 177,77 mil doses comercializadas, o que representa 2,4% das vendas de bovinos de corte.

Os analistas da Scot consultoria estimam que, devido ao aumento no abate de fêmeas este ano, o ímpeto de crescimento nas vendas pode ser menor em 2013 em relação aos anos anteriores.






terça-feira, 23 de julho de 2013

Agropecuária responde por quase metade dos empregos criados em junho

Dos 123,8 mil empregos formais criados no país em junho, 59 mil estão no setor agropecuário, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). 

Em seguida vieram serviços (44 mil); comércio (8,3 mil); indústria de transformação (7,9 mil); construção (2 mil); administração pública (1,2 mil); extrativa mineral (696) e serviços industriais de utilidade pública  (507).

O saldo de junho de 2013 é o melhor para o mês desde 2011, quando 215,4 postos de trabalho foram abertos, de acordo com a série histórica do Ministério do TrabalhoEm junho, foram registradas 1.772.194 contratações e 1.648.358 demissões – o que resultou no saldo do mês.

Os números de junho ficaram acima da média das projeções apurada pelo Valor Data, de 97,9 mil novas vagas no mês. O intervalo das estimativas variou entre 80 mil a 118 mil postos de trabalho criados.







Embrapa lança primeiro aplicativo para nutrição de bovinos de corte do mercado

O produtor precisa saber como investir, sobretudo, no período seco, momento mais crítico para suplementar o gado. Entretanto, tomar certas decisões com presteza e assertividade não é tarefa fácil, ainda mais se isso envolve perdas e ganhos. 

Para auxiliar na tomada de decisão do produtor e na avaliação do benefício: custo da suplementação no período da seca, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária lança o Suplementa Certo, primeiro aplicativo para smartphones e tablets, com sistema operacional Android, desenvolvido com o objetivo de ajudar na escolha de produtos e estratégias pertinentes a nutrição de bovinos de corte.

Fruto da parceria entre a Embrapa Gado de Corte e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a aplicação para avaliação de benefício - custo da suplementação na seca (BCSS) - permite comparar, dentro de um mesmo tipo de suplementação, produtos de diferentes marcas de produtos. Além disso, realiza a comparação entre tipos distintos de suplementação, ou seja, suplementação com sal proteinado e semiconfinamento. Outra informação disponível no App é o número mínimo de cochos que deve ser disponibilizado ao lote a ser suplementado. Na visão do idealizador e pesquisador da Embrapa, Sérgio Raposo de Medeiros, esse é um diferencial importante do aplicativo.

“A quantidade mínima de cochos varia dependendo da estratégia, proteinado ou semiconfinamento, do porte dos animais, e do número de animais do lote. Esse é um dos principais motivos para resultado sub-ótimos da suplementação e, portanto, uma informação que aumenta a chance de obtenção do potencial da técnica no campo”, ressalta Raposo.

Ao inserir as informações sobre os produtos e o lote de animais a ser suplementado, o pecuarista terá acesso, após a comparação dos dados, a índices que mostram a margem da suplementação, que corresponde à diferença entre a Receita e o Custo da estratégia e/ou produto analisado; o ganho de peso que recupera o investimento, chamado de ponto de equilíbrio, e o retorno, em reais, para cada real investido. “Seja qual for o critério usado para a escolha, a ferramenta auxilia o produtor a tomar uma decisão mais segura, permitindo a obtenção de resultados superiores”, explica.

Com a adoção da tecnologia espera-se impactar a prática da suplementação, principalmente, na margem de escolha e ação do produtor. A expectativa, segundo Raposo, é de incentivar uma atividade mais consciente, na qual o pecuarista esteja mais conectado com os resultados e engajado na cobrança por produtos de suplementação de melhor desempenho. Portanto, com o uso do aplicativo anseia-se que haja maior controle nas tomadas de decisões.

O lançamento do aplicativo Suplementa Certo confirma o esforço contínuo da Embrapa em transferir tecnologia para a comunidade rural. O software integra as principais metodologias para cálculo do custo-benefício no uso da suplementação animal bovina no período de estiagem. Tudo isso na comodidade de um smartphone, um notepad ou qualquer outro dispositivo móvel que possua o sistema operacional Android. 

Vale ressaltar, que o seu uso não depende da internet.

A apresentação oficial ocorre no dia 25 de julho, no Hotel Foyer do Royal Palm Plaza, em Campinas-SP, durante a 50ª Reunião da Sociedade Brasileira de Zootecnia. O aplicativo estará disponível para download através do Google Play após essa data. 


Financiamentos da agricultura empresarial somaram R$122,68 bi na safra 2012/13

A contratação de crédito pela agricultura empresarial superou em 6,4% os R$ 115,25 bilhões previstos para a safra 2012/13, atingindo R$ 122,68 bilhões. O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, comentou os resultados do Plano Agrícola e Pecuário 2012/13 nesta segunda-feira, 22 de julho, em Brasília.

De acordo com o secretário, o governo disponibilizou mais recursos, mostrando que além do setor estar organizado, "o governo tem uma política de crédito bem definida e alinhada". Os empréstimos de custeio e comercialização superaram em 5,5% os R$ 86,95 bilhões programados, somando R$ 91,76 bilhões entre julho de 2012 e junho de 2013. Referente aos financiamentos de investimento, as contratações superaram 9,3% dos
R$ 28,3 bilhões previstos, somando R$ 30,91 bilhões.

Para Geller, o destaque foram os financiamentos de custeio pelo Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), que somaram R$ 8,35 bilhões no período. “É importante porque o produtor, principalmente da região de fronteira agrícola, pega mais recursos oficiais para fazer aquisições dos insumos. Comprando mais barato ele pode planejar melhor o plantio”, destacou.

Outro programa que o secretário destaca é o Agricultura de Baixa Emissão de Carbono. Ao todo, cerca de R$ 3 bilhões foram emprestados para a adoção de práticas sustentáveis, como plantio direto, reflorestamento comercial e recuperação de pastagens degradadas.

Neri Geller disse ainda estar otimista para a safra 2013/14 e acredita que os R$ 136 bilhões disponibilizados vão ser utilizados na íntegra. “O setor vai continuar dando retorno para a economia brasileira. Primeiro em função da dinâmica do setor e, segundo, pela política implementada pelo governo federal ao agronegócio”.

A avaliação das contratações do crédito agrícola é atualizada mensalmente pelo Grupo de Acompanhamento do Crédito Rural, coordenado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SPA/Mapa).

Imagem: Antônio Araújo - MAPA 




segunda-feira, 22 de julho de 2013

Leilões da marca CV acontecem neste final de semana

 Tudo começou há 27 anos atrás quando o pecuarista Carlos Viacava recebeu as primeiras 50 novilhas nelore mocho Ovídio Brito, que constituíram a base do famoso plantel, hoje com 2.500 matrizes. A escolha pelo mocho, segundo o proprietário e pecuarista Carlos Viacava foi por recomendação de um grande amigo Ovídio Carlos e porque " não tendo chifres, oferece menos riscos para as pessoas que trabalham e para os outros animais. Também sempre foi fiel ao lema: “É bom porque é nelore, é melhor porque é mocho". A preferência pelo gado mocho é mundialmente reconhecida, especialmente nos países mais desenvolvidos", explica Viacava.


Os tradicionais leilões CV Nelore Mocho se aproximam da quinquagésima edição com mais de 8.500 animais comercializados em leilões exclusivos da marca CV, que segundo o pecuarista e promotor "CV", como é carinhosamente conhecido no mercado "'essa experiência razoável nos encoraja a dizer que o leilão, a exemplo do futebol, é uma caixa de surpresas. Nunca se sabe o que pode acontecer, pois até junho o mercado de touros e para leilões de produção esteve bem fraco. Julho abriu o 2º semestre com cara nova.Vários bons leilões já ocorreram e espero que essa seja a cara que vá ilustrar o resto do semestre".

As principais características dos animais que serão apresentados e ofertados são as novilhas super precoces, vacas jovens, prenhes na estação de monta da fazenda e novilhas da mesma safra.  Já a média do MGT dos touros os coloca entre os TOP 4% do programa da ANCP. Essa marca da avaliação genética é a cada ano mais conhecida, reconhecida e prestigiada pelo mercado.

Serão ofertados 22 novilhas super precoces e 205 touros no dia 28, no virtual do dia 29 serão  120 matrizes jovens, (de 4 a 8 anos), prenhes durante a estação de monta e 80 novilhas virgens com idades entre 18 a 22 meses, incluindo em ambas categorias 20 matrizes brahman de Ricardo Viacava.  Pacotes promocionais de sêmen de reprodutores CV também serão oferecidos no remate.

Entre os destaques dos aguardados remates, ofertas de novilhas extraordinárias, algumas top 0,1% e 0,5% na avaliação genética da ANCP. Na média, os 205 touros estão entre os 4% melhores touros da geração no Brasil. Entre eles pelo menos 50 a 60 para repasse em rebanhos PO e alguns candidatos à Central, especialmente um filho de Ilópolis de CV, Tanto FIV de CV, já contratado pela CRV Lagoa, com 50% a venda.

Os catálogos dos leilões já estão disponíveis na página de Leilões Oficiais/Calendário/ Detalhes. Acesse! 

Destaque do Leilão do dia 28 de julho: TANTO FIV DE CV -- 50% a venda.




Rússia resiste em encerrar embargo a carnes

A Rússia começou a flexibilizar o embargo contra as carnes de Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso mesmo sem ter no radar planos para acabar formalmente com a interdição imposta desde julho de 2011, segundo fontes em Moscou consultadas pelo Valor.

O governo russo voltou a habilitar três frigoríficos do Paraná a exportar para seu mercado. E neste mês uma missão de veterinários do país visitou plantas em Mato Grosso e no Rio Grande do Sul, o que pode levar à reabertura para alguns produtores desses Estados.

No entanto, fontes na capital russa estimam que dificilmente Moscou suspenderá formalmente o embargo, porque isso significaria que 30 frigoríficos dos três Estados brasileiros voltariam a exportar para o mercado russo.

Isso é considerado muito improvável por representar um enorme aumento potencial de exportações. Basta ver que atualmente apenas 40 frigoríficos brasileiros estão autorizados a exportar para o mercado russo.

A Rússia quer manter o controle das importações para não desagradar seus próprios produtores. "O que os russos vão continuar fazendo é uma liberalização progressiva para o Brasil", afirmou um especialista.

No Paraná, os russos habilitaram duas plantas produtoras de frango e uma de carne de cavalo, o que representou a criação de um novo nicho para os brasileiros. Já a missão russa que esteve no país no começo de julho visitou 18 estabelecimentos.

As exportações de carnes brasileiras para a Rússia tiveram seu auge entre 2007 e 2008. Depois, passaram a declinar. Além do embargo sanitário aos três Estados (Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso), inúmeros frigoríficos de outras regiões do Brasil foram desabilitados pelos russos. O pior caso foi o da carne suína, já que restou apenas um frigorífico habilitado, em Santa Catarina.

Desde então, já estiveram em Moscou desde a presidente Dilma Rousseff ao vice-presidente Michel Temer, além de ministros, sem derrubar o embargo russo. Em todo o caso, as exportações brasileiras à Rússia se mostraram mais estáveis no primeiro semestre deste ano e a expectativa é que as vendas não voltem a recuar.


De janeiro a junho, por exemplo, a Rússia foi o principal destino dos embarques brasileiros de carne suína. As vendas para o país renderam US$ 201,3 milhões, 20,4% mais que em igual intervalo de 2012, e representaram quase 32% da receita total.
Fonte: Valor Econômico / Por Assis Moreira | De Moscou


quinta-feira, 18 de julho de 2013

ACNB firma novas parcerias para Leilões Oficiais


Com o compromisso de consolidar, propagar e fomentar a genética da raça que representa cerca de 80% do maior rebanho bovino comercial do país, a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil firma novas parcerias que trazem mais benefícios e opções para quem oficializa seu Leilão com a ACNB.

Os leilões que acontecem no país foram e continuam sendo os grandes responsáveis por divulgar e propagar a genética de ponta que se vê hoje, além de ser um instrumento democrático pois não são apenas empresários, pecuaristas e profissionais ligados ao setor agropecuário que participam destes eventos. Celebridades , pequenos e médios investidores também já perceberam a lucratividade e as vantagens em investir em cabeças de gado como se investe em bolsa de valores.

Hoje o Brasil ocupa o posto de primeiro lugar no ranking global de exportação de carne bovina e o consumidor busca pelo melhor produto de valor agregado, muitas vezes sem se preocupar com o preço, portanto a lógica de que quanto mais genética de ponta melhor a qualidade da carne é premissa básica para a garantia de sucesso dos remates Brasil afora e os leilões são a melhor maneira de mostrar esse trabalho.

Apesar da crise econômica que atinge o globo,  o atual cenário é positivo para o mercado de leilões e genética e foi resumido por  Paulo Horto, presidente da Programa Leilões em entrevista recente a revista Globo Rural "Os números falam por si: retratam a efervescência da pecuária brasileira". Muitos participantes que atuam no setor há anos, também continuam otimistas",  caso do pecuarista Paulo Afonso Trindade e proprietário da Fazenda Nova Trindade que garante : "Estamos com ótima liquidez e uma adequação geral nos preços, gerada pelo momento econômico do pais e do agronegócio, que é o principal pilar da economia brasileira. No segundo semestre deve haver uma melhora na media geral das comercializações, pois a partir de setembro já temos uma grande procura por touros para inicio de estação de monta, a @ do boi gordo deve atingir seu patamar mais alto em outubro, podendo ultrapassar R$ 104,00, segundo a Bolsa de Mercadorias e Futuros, a BM&F".

Além de ser um investimento é um modo de estimular o giro financeiro da economia,  pois segundo o banco de dados da Revista DBO, os leilões de Nelore movimentaram no primeiro semestre deste ano R$ 158.509.720,00 com 13.625 animais vendidos a uma media geral de R$ 11.634,00 com perspectivas excelentes para o semestre que chega.
Leilões de gado não PO (puro de origem) também podem ser oficializados com a chancela da ACNB. Os benefícios são os mesmos oferecidos aos leilões de animais PO, porém a taxa de oficialização é de apenas 0,25%. Ou seja, metade do percentual cobrado pela chancela de leilões de animais PO.  Paulo Afonso Trindade, explica que " a chancela Nelore garante ao investidor a origem do produto adquirido, e para nos associados é a certeza de estarmos contribuindo para o fortalecimento da entidade que representa todos os planteis da raça Nelore do pais". 
Novas parcerias

A Associação dos Criadores de Nelore do Brasil e a AgroBrasil TV selaram parceria de negócios durante a Feicorte 2013. Agora o desconto oferecido na transmissões pelo canais Terraviva e Rural também passa a ser oferecido pelo AgroBrasil TV,  com conteúdo feito especialmente para o homem do campo: pecuaristas, agricultores e produtores rurais em todo o Brasil agora tem mais uma alternativa de  informação e prestação de serviço, com credibilidade e entretenimento. Além de uma plataforma acessível de negócios.
Modernidade e experiência gerando transmissões de leilões e entrevistas exclusivas com os maiores especialistas da área em espaços privilegiados de opinião. Essa  "é uma forma de nos aproximarmos dos criadores através dos associação, que é a minha associação" enfatisa o diretor geral da Agro Brasil TV, Ulysses Serra Neto , conhecido carinhosamente como "Noninho" e que é pecuarista e vive a realidade do setor.
Segundo o gerente executivo da Nelore do Brasil, Andre Locateli  o objetivo desta nova parceria é  " proporcionar mais uma opção para o produtor tomar a sua decisão", pois o Agro Brasil TV conta com estúdios em Campo Grande/MS com ampla redação, câmeras de alta performance e unidades móveis com acervo tecnológico digital para proporcionar a melhor transmissão para quem quer fazer o melhor negócio.

Outra parceira de sucesso celebrada durante a Feicorte foi com a revista O Zebu no Brasil. A parceria visa atender cada vez melhor o nelorista associado, que agora conta com descontos especiais para anunciar em uma das maiores revistas especializadas em zebuínos do país.

Os criadores que promoverem leilões e os oficializarem junto à ACNB terão a oportunidade de veicular a publicidade do evento com preços atrativos, a partir de 30% de desconto. A uberabense revista O Zebu no Brasil é tradicional na mídia pecuária e trabalha com todas as raças zebuínas, dando uma visibilidade ampla para seu anunciante, há 42 anos.

“Divulgaremos também os eventos por meio de nosso site, do email marketing e de nossas redes sociais, em especial, o Facebook, que tem mais de cinco mil seguidores. Nosso objetivo sempre foi e continuará sendo trabalhar junto à raça e atender da melhor maneira possível os criadores. O Nelore é a maior raça zebuína no país e é gratificante participar desse crescimento”, afirma a diretora da revista, Cláudia.

A gerente de leilões oficiais da ACNB Patrícia Franco, acredita que todas as parceria agregam valor ao evento do associado. “Com essas parcerias, o nelorista que oficializa seu leilão, ganha também a possibilidade de divulgá-lo com melhores preços e abre o seu leque de opções. Esse desconto real é muito interessante nesse momento econômico”.

Detalhes de porque oficializar seu Leilão, vantagens e benefícios em: http://www.nelore.org.br/Leiloes

Genética de ponta ao alcance de todos

Artigo: Para o seu bem, não retire a carne vermelha de sua alimentação


*Artigo: Dr. Wilson Rondó Jr.

Você que é vegetariano, vegan ou ainda está pensando em mudar radicalmente a sua alimentação cortando de vez a carne vermelha do seu cardápio, leia atentamente este artigo. Você verá que retirar a carne vermelha de sua dieta, ao contrário do que pensa, não traz benefício nenhum à sua saúde. E o pior: essa ausência pode causar danos irreversíveis para sua vida.

Uma informação importante, e que você deve levar em consideração, é a de que o seu radicalismo (ou opção, como preferir) pode estar colocando a sua vida em risco. Devido ao tipo de alimentação, 70% dos vegetarianos têm altíssimos níveis de homocisteína no sangue e são muito deficientes em vitamina B12, o que pode acarretar uma morte súbita. E há estudos que comprovam isso!

Para entender um pouco mais sobre a importância do consumo da carne vermelha, vamos conhecer a diferença entre os grupos alimentares vegetarianos, vegans e onívoros:

• Vegetarianos são aqueles que consomem laticínios e ovos, mas não comem carne de frango ou peixe e, muito menos, carne vermelha;
• Vegans são aqueles que não consomem absolutamente nenhum produto que tenha origem animal;
• Onívoros são aqueles que consomem o que lhes agrada. E fazem muito bem por isso!

Nestes grupos os vegetarianos e os vegans são os que correm maior risco de desenvolverem doenças cardiovasculares, pois não consomem a quantidade adequada de metionina, um aminoácido essencial, encontrado em grande quantidade na proteína animal.

Sendo assim, se compararmos o nível de homocisteína entre os onívoros e os vegans, veremos que este foi 50% maior no grupo vegan o que comprova a necessidade do consumo de produtos de origem animal, principalmente a carne vermelha.

É importante também que você saiba que a vitamina B12, indispensável na formação de nosso sangue entre outras funções, não está presente nas plantas. Então, viver somente de salada não adianta nada. Para se ter uma ideia, nos organismo dos vegans há uma deficiência de 78% dessa vitamina, assim como há 26% nos vegetarianos. E os onívoros podem comemorar mais uma vez, pois possuem um nível normal desta vitamina.

E as más notícias para os que abandonaram a carne vermelha não param por aí. Se você, mesmo depois de ler as informações acima, ainda se mantém firme no seu propósito de achar que vai ser mais saudável, saiba que você tende a desenvolver uma severa deficiência da Coenzima Q10. E, talvez, você não vá gostar de saber que a CoQ10 é, provavelmente, o nutriente isolado mais importante para o seu coração, controlando a energia e o protegendo contra danos causados pela oxidação.

E, sabe onde está a maior e melhor fonte de CoQ10? Na carne vermelha, especialmente na de gados criados no pasto.

Se você quer um conselho, é melhor começar a rever os seus conceitos enquanto ainda há tempo. Depois não vai adiantar chorar pela carne rejeitada! Combinado?

Mais informações em: http://drrondo.com/

* Dr. Wilson Rondó Jr. Iniciou sua carreira como cirurgião vascular, tendo trabalhado como residente na Clinique du Mail La Rochelle, na França. Dedicou-se especialmente à Medicina Preventiva Molecular, especializando-se em Terapias Antioxidantes pelo The Robert W. Bradford Institute, nos EUA e no Regenerations Zentrum Dr. Kleanthous Embh (Heideberg) na Alemanha. Graduado pela Faculdade de Santo Amaro em 1983. É membro e diplomado pelo American College of Advancement in Medicine. Pertence ainda a diversas outras instituições no Brasil e no Exterior.


Nelore criado a pasto

Carne saudável Nelore Natural 



terça-feira, 16 de julho de 2013

Tocantins reduz em até 87,5% custos para regularização de terrenos rurais

O governo do Tocantins adotou medidas para diminuir a burocracia do processo de regularização de terrenos rurais no interior do Estado e conseguiu, com isso, reduzir os custos em até 87,5%. Foram isentas todas as taxas referentes ao processo de regularização de terra, garantindo que o proprietário, a partir de agora, só pague o valor da terra nua quando o título for emitido.

Com a simplificação do processo, o número de documentos a serem apresentados no processo de regularização também foi reduzido de 43 para 13. A ideia é emitir cinco mil títulos definitivos e chegar a dois milhões de hectares regularizados até 2014.

De acordo com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Agrário e Regularização Fundiária (Sedarf), os custos para a regularização de uma propriedade rural com até 320 hectares caiu em 80%. O valor anterior, de R$ 1.600, passou para R$ 320. Já o valor para terrenos de 321 a 1.200 hectares sofreu uma alteração de R$ 15.200 para R$ 1.900, o que corresponde a uma economia de 87,5%. Para as propriedades acima de 1.200 hectares, a redução foi de 75%, uma vez que o valor de R$ 37 mil caiu para R$ 9.250.

Os novos valores para alienação de terra foram publicados no Diário Oficial do Estado pelo decreto nº 4.818 e valem para os títulos emitidos a partir do dia 28 de maio de 2013, assim como para processos anteriores a essa data, que ainda estão em andamento na Sedarf. Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Agrário e Regularização Fundiária, Irajá Abreu, essa medida é um incentivo à regularização das terras do Estado e uma garantia de segurança jurídica ao homem do campo.

 O foco da nossa gestão é reduzir a burocracia, simplificar dentro da legalidade os procedimentos. Quanto menos burocracia e mais serviços de qualidade, mais conseguiremos aumentar os índices de regularização fundiária no Estado – disse Irajá Abreu, destacando, ainda, que o pequeno produtor geralmente tem renda anual de até R$ 15 mil e o gasto de R$ 1.600 era pesado para investir na regularização da terra.

Ao todo, 12 taxas eram cobradas para regularizar a terra, que somadas davam um valor acima de R$ 1 mil. Para abertura do processo e vistoria do imóvel, o custo era de R$ 260. Além de certidões, declarações e portarias, era necessário ainda o pagamento de uma taxa de conferência desses serviços, o que representava 10% sobre o valor da terra nua. Com a isenção de todas essas taxas, o proprietário só pagará pelo valor da alienação da terra quando for emitido o título.

Foto: Áureo Lantmann, especial para RBS
Pequenos produtores são os mais beneficiados pela medida