quarta-feira, 29 de maio de 2013

Leilão da Sabiá ofertará animais de ponta

Ao longo de 45 anos dedicados à seleção da raça nelore, a Fazenda do Sabiá, localizada em Capitólio(MG), formou um dos maiores patrimônios genéticos do país. O reconhecimento pela qualidade e constante evolução é notório nas pistas de julgamento e nos leilões. Um trabalho conduzido em família e comandado hoje pelo filho caçula, Beto Mendes. Grandes campeões e animais destacados no mercado pertencem ao criatório ou são descendentes desta nobre linhagem.

A presença consecutiva nas primeiras colocações do ranking nacional da ACNB, seja como melhor criador ou expositor, comprova a solidez da marca. Os machos e fêmeas, crias da Sabiá, acumulam um histórico de sucesso, com diversos Grandes Campeonatos e premiações nas principais exposições agropecuárias. 

Com profissionalismo, dedicação e investimentos tecnológicos a Sabiá produz animais que reúnem beleza racial, harmonia e carcaça bem desenvolvida e seus reprodutores  contribuem para o aprimoramento genético da pecuária seletiva e do rebanho comercial brasileiro. Segundo o pecuarista e proprietário da Sabiá, Alberto Mendes, " a busca incansável do melhoramento da raça Nelore é a marca da Sabiá".

Com intuito de oferecer o que há de melhor em genética a Fazenda Sabiá realizará a 24ª edição do Leilão da Sabiá, dia 8 de junho, e vai ofertar o que há de melhor em seu plantel.  Serão ofertados 28 lotes de fêmeas elite, 50 tourinhos e  30 fêmeas de produção.  Entre os destaques serão disponibilizados 50% da doadora GYPSY e 50% da doadora THAMYS, além da genética das melhores linhagens da Sabiá e animais de pista. 

A história deste leilão, segundo Beto Mendes quando tudo começou na década de 90   "foi um desafio muito grande pois na época não aconteciam grandes leilões em fazendas, e a Sabiá foi uma das primeiras a realizar um leilão deste porte para mais de mil pessoas dentro de uma Fazenda, e o sucesso foi enorme".  Atualmente este leilão é um dos mais aguardados do ano e se tornou um dos eventos mais prestigiados da raça Nelore.

As expectativas para esta edição são as melhores possíveis em vista do aquecimento do mercado em 2013,  e o pecuarista e proprietário da Sabiá, Beto Mendes confirma e ressalta que "desde o começo do ano o que temos observado é a excelente evolução dos leilões, um bom termômetro foi a 79ª Expozebu, que apresentou resultados excelentes  e animais de ponta que trazem sucesso, credibilidade e qualidade para o evento garantindo o que há de melhor em genética para compradores".

Para o Beto Mendes  "o maior legado nestes 45 anos de seleção, sem dúvida, é a amizade , pois muito mais que a qualidade genética e os resultados nas pistas, os amigos são os valores essenciais que consolidaram a evolução da seleção".


Gipsy


Thamys
Cozinha da Sabiá

SERVIÇO - LEILÃO DA SABIÁ 2013
Data:08/06/2013
Horário:12:30
Tipo:PRESENCIAL
Cidade:CAPITÓLIO - MINAS GERAIS
Local:FAZENDA DO SABIÁ
Transmissao:CANAL RURAL
Promotor(es):FAZENDA DO SABIÁ
FAZENDA MATA VELHA
FAZENDA TERRA BOA
Variedade:NELORE
Categoria(s):FÊMEAS PO
MACHOS PO
BEZERROS PO
Leiloeira:PROGRAMA LEILÕES
Telefone(s):(31) 3281-5255;(31) 8791-4561;(31) 8791-4562
Email:sabia@fazendadosabia.com.br

Agropecuária sustenta PIB brasileiro

A economia brasileira cresceu 0,6% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com os três meses anteriores, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é exatamente igual ao do crescimento do quarto trimestre do ano passado. Em valores correntes, o Produto Interno Bruto (PIB) alcançou R$ 1,11 trilhão.
 
maior destaque foi a agropecuária, de acordo com o IBGE, com avanço de 9,7% - esse é o maior crescimento desde o segundo trimestre de 1998, quando a alta foi de 13,9%. Em relação ao primeiro trimestre de 2012, a alta na agropecuária foi de 17% e, nesse caso, é taxa a mais alta desde o início da serie histórica, em 1996. O aumento nessa comparação pode ser explicado pelo bom desempenho de produtos que possuem safra relevante no primeiro trimestre e pelo crescimento na produtividade, salienta o IBGE, citando crescimento nas safras da soja (23,3%), milho (9,1%), fumo (5,7%) e arroz (5,1%).
 
Investimento cresce 4,6%
A formação bruta de capital fixo (taxa de investimento na produção) registrou alta de 4,6% no primeiro trimestre contra o quarto trimestre do ano anterior, o maior crescimento desde o primeiro trimestre de 2010, quando a alta foi de 4,7%. Com relação ao setor externo, as importações cresceram 6,3% e as exportações caíram 6,4%, diz o IBGE.
 
Poderia ter sido melhor
O resultado, no entanto, poderia ter sido melhor, se não fosse o custo e o desperdício que resultam da falta de infraestrutura do país. Segundo dados da consultoria Intelog, especializada no cálculo do custo logístico, entre 8,5% e 9% de tudo o que é produzido pelo agronegócio no país, ou seja, do PIB do setor, é gasto para cobrir os custos logísticos. 
 
O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, afirmou, há pouco, que as altas no Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária no primeiro trimestre de 2013 - de 9,7% ante o quarto trimestre de 2012 e de 17% sobre igual período de 2012 - mostram que o setor sustenta a economia do País. "É preciso ver que o agro é o que segura o País. Infelizmente, a sociedade urbana ainda divide as coisas e não reconhece isso", disse Carvalho.
 
"Sem dúvida nenhuma, temos um potencial de produção agrícola grande que não se realiza por falta de infraestrutura", diz o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, em entrevista ao G1. Ele aponta o prejuízo à economia como razão para o lançamento dos programas de concessão do governo, que envolvem rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, que preveem investimentos de cerca de R$ 200 bilhões.


terça-feira, 28 de maio de 2013

Diretor do Mapa é eleito presidente da Comissão Regional de OIE para as Américas

Por unanimidade, o diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Marques, foi eleito presidente da Comissão Regional da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para as Américas. O anúncio foi feito durante a reunião mundial da entidade, que começou em Paris neste domingo, 26 de maio, e vai até a próxima sexta-feira (31).

Guilherme Marques foi eleito com votos de todos os 30 países da comissão americana para ser o novo presidente até maio de 2015. O ex-presidente do grupo, John Clifford, eleito em maio de 2012, deixou o cargo para assumir a função de membro do Conselho da OIE.
“É importante aglutinar os esforços e essa eleição demonstra a confiança das demais nações no Brasil. O foco do trabalho será somar esforços para a solução de problemas regionais em relação à sanidade animal e garantir à sanidade animal e alimentos seguros”, afirmou Guilherme Marques, destacando que pretende incluir mais seis países como membros da OIE para garantir maior participação nas decisões da entidade.

A OIE, da qual o Brasil é membro fundador, possui cinco comissões regionais em todo o mundo. As reuniões desses grupos servem para definir as linhas estratégicas para os continentes e são preparatórias ao tradicional encontro mundial da Organização, que ocorre sempre no mês de maio de cada ano. A próxima reunião da Comissão Regional para as Américas será realizada em outubro deste ano, no México.

Guilherme Marques já foi presidente da Comissão Sulamericana da Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa, que envolve todos os países da América do Sul), bem como a presidência do Comitê Veterinário Permanente do Cone Sul (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e Bolívia).

Guilherme Marques



Com mais de quatro décadas de trabalho, Carpa ofertará as melhores prenhezes e doadoras

Com mais de quatro décadas de muito trabalho, com excelentes profissionais a Carpa Serrana apresenta grandes resultados na performance do seu Nelore a pasto com mesmo foco e objetivo sempre: um olho na pista e outro na balança. A Fazenda também direciona a qualidade de seu plantel para as pistas de julgamento e nos trabalhos de melhoramento genético pois sempre foi precursora no uso de tecnologias. Desta forma se tornou referência na produção de Nelore. 

Para conferir e adquirir Nelore de qualidade o 6º Leilão Virtual Elite Carpa traz para esta edição ofertas de prenhezes de suas melhores doadoras, que produzem animais de pista no plantel da Carpa e de outros renomados criatórios. Serão licitadas bezerras com potencial de pista, que aliam excelente desempenho e boa caracterização racial.  Também serão ofertadas cinco prenhezes, duas doadoras, 35 novilhas e um garrote filho do Basco com a Krisma, do time de pista da Carpa.

O destaque será a prenhez da Quilaia x Basco. Quilaia FIV Carpa é uma filha do Bitelo SS com a Maharashi II, mãe do Detroit. O destaque das bezerras é a Valentina FIV Carpa, filha do Bitelo SS com a Phakza, muito bonita racialmente e com grande potencial de pista. Segundo o Gerente de Pecuária da Carpa Serrana, Luís Otávio Pereira Lima, o " Ranking do Nelore está muito acirrado e desta forma os expositores sempre necessitam de novos animais para incrementar seus times, valorizando muito os animais premiados e os que tem potencial para disputá-lo".

Há algum tempo apenas as características raciais eram mais exploradas, com o passar dos anos o mercado começou a dar mais enfoque para a produção de carne e buscando mais precocidade para a raça, então a seleção se voltou para esse rumo. Pereira Lima ressalta "o que nos impressiona no Nelore é que selecionamos precocidade e ele respondeu rapidamente; buscamos animais com carcaças mais produtivas, também conseguimos em poucos anos. Por isso é muito gratificante trabalhar com o Nelore, ele responde muito rápido. Na Carpa buscamos animais precoces e com bom acabamento de carcaça, mas nunca abrimos mão das características funcionais". 

Animais e prenhezes de elite com aptidão voltada as pistas e para incrementar os mais seletos plantéis de Nelore você encontrará no 6º Leilão Virtual Elite Carpa de Prenhezes e Doadoras, no dia 03/06/2013, a partir das 21h, com transmissão pelo Canal Rural. 

Detalhes e mais informações:
Telefone: (16) 3987-9003
Site: www.carpaserrana.com.br
Email: carpa@carpaserrana.com.br

Quilaia FIV Carpa

Valentina FIV Carpa

Mato Grosso registra segundo maior número de abate de animais.

O abate de bovinos somou 530 mil animais em abril deste ano em Mato Grosso e foi o segundo maior em um mês na história do Estado. Isso ajudou o total de abates a tomar ritmo forte no ano e subir para 1,93 milhão de animais no primeiro quadrimestre, segundo dados divulgados pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso -- Idea.

Ao atingirem esse número, os abates dos quatro primeiros meses superaram em 12,3% os de janeiro a abril do ano passado. Quando se fala em fêmeas, os dados do instituto mostram que o descarte de vacas foi acentuado nesse período, atingindo 54% dos animais que foram enviados aos frigoríficos. O abate de fêmeas é comum no início de ano, mas atualmente ocorre também pela perda de área das pastagens.

Mato Grosso lidera a pecuária brasileira, No ano passado, tinha 28,7 milhões de cabeças de bovinos. Esse número é 2% inferior ao de 2011.


segunda-feira, 27 de maio de 2013

19ª edição da Feicorte vai sediar a Expoinel Paulista

A 19ª Feicorte - Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, será realizada de 17 a 21 de junho, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo (SP), e apresentará diversas novidades este ano. A feira terá a participação de 4 mil animais, de 21 raças de bovinos (Simental, Simbrasil, Caracu, Limousin, Sindi, Bonsmara, Marchigiana, Devon, Nelore, Nelore Mocho, Senepol, Angus, Hereford, Braford, Brangus, Canchim, Charolês, Guzerá, Brahman, Tabapuã e Wagyu) além de um estande da Associação do Cavalo Puro Sangue Lusitano.

Esta edição da maior feira indoor de pecuária do mundo sediará a Expoinel Paulista, etapa obrigatória para os criadores da raça Nelore que disputam o Ranking Nacional da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) pelo Estado de São Paulo. A Feicorte será também etapa obrigatória da 1ª Copa São Paulo – Paraná, um dos campeonatos inter-regionais promovidos pela Nelore como uma ferramenta de integração entre criadores e expositores de diversas regiões.
Os jurados já estão definidos e os julgamentos ocorrerão de 17 a 21 de junho e os animais Nelore serão avaliados por João Marcos Cruvinel Machado Borges (J1 ) com mais de 16 mil animais julgados, José Augusto da Silva Barros (J2) e Ademir Jovani Agusto Filho (J3). O Julgamento do Mocho também será realizado pelo experiente Marcos Cruvinel Machado Borges.

Além de ser uma das etapas obrigatórios do ranking a Feicorte é um evento que movimenta toda a cadeia da pecuária nacional. Só em 2012 a feira registrou um crescimento de 50% em relação a 2011 e a expectativa para este ano são as melhores possíveis para a raça Nelore. Em 2012 foram julgados 299 animais Nelore e 70 animais Nelore Mocho e para este ano a expectativa é que mais de 570 animais sejam julgados porque haverá uma etapa obrigatória do Ranking Nacional - Expoinel Paulista.

Crescimento que já pode ser mensurado nas pistas das grandes exposições que estão ocorrendo pelo país, como a 79ª Expozebu que registrou aumento significativo de animais Nelore em pista. Para se ter uma ideia em 2012 foram para julgamentos 2.822 animais, sendo 649 exemplares da raça Nelore e 58 Nelore mocho. Em 2013 foram 2.250 animais em pista, sendo 722 animais Nelore e 55 de Nelore mocho , ou seja o número de animais Nelore em pista aumentou em 11% quando se compara com o ano passado, o que confirma positivamente o mercado de animais selecionados e preparados para a pista.


Entre as várias ações que a Nelore do Brasil e suas regionais promovem durante o evento, estão previstas as entregas das taças para o Grande Campeão e a Grande Campeã, para o Melhor Criador e Expositor, premiações em dinheiro para os campeonatos babys de R$6.000,00  e para os tratadores mais R$ 6.000,00 totalizando R$ 12 mil em premiações e incentivos.

A Associação Paulista de Nelore - APCN - concederá as flâmulas e taças para o Grande Campeão e a Grande Campeã da edição da EXPOINEL Paulista, o troféu de Criador-Revelação para o destaque da raça no ano e os cabrestos de ouro para o campeão bezerro e campeã bezerra.

Em 2013 a degustação da Carne Seara Nelore Natural completará 10 anos e poderá ser apreciada pelo visitantes do evento, todos os dias no estande da Nelore.  A carne Nelore Natural, possui baixo teor de gordura em sua porção vermelha e oferece ao consumidor a possibilidade da separação da gordura no momento do consumo, sem perda de sabor.

A Nelore do Brasil, através do seu Programa de Qualidade Nelore Natural valoriza o sistema de produção à base de forrageiras, consolidando a imagem do Nelore brasileiro como sinônimo de carne saudável. Além de oferecer ao público consumidor um produto com origem conhecida e qualidade controlada.

A edição deste ano da Feicorte terá ainda 11 leilões de diversas raças bovinas, com oferta de genética de ponta, e mais de 100 eventos paralelos, entre reuniões, seminários, workshops, conferências, palestras e cursos.  Só de Leilões oficializados pela Nelore serão quatro:  o 23º Leilão Virtual Jacarezinho Feicorte, no dia 18 tem transmissão pelo Terra Viva as 12h00, no mesmo dia as 19h00 o Canal Rural transmite o Leilão Private Collection. No dia 19 acontece o remate do 4º Leilão CEIP Total Paint e para fechar a agenda, dia 20 tem o Leilão Nelore S/A, direto do Tatersal 2, as 20h00, com transmissão pelo Canal Rural.




Feicorte 2012

SERVIÇO:
Feicorte 2013 - 19ª Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne
Data: 17 a 21 de junho de 2013
Horário: 9h às 20h
Local: Centro de Exposições Imigrantes (km 1,5 Rodovia dos Imigrantes, São Paulo/SP)
Entrada gratuita
Mais informações: www.feicorte.com.br
Informações para a imprensa sobre Nelore:Aline Fernandes
Gerência  de Comunicação Nelore do Brasil
55 11 985 060 063
55 11 3293 8900


Balança Comercial registra superávit de U$$ 461 milhões na última semana de maio

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 461 milhões na quarta semana de maio, segundo os dados divulgados há pouco pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). 

As exportações somaram US$ 5,198 bilhões e as importações foram de US$ 4,737 bilhões. No mês, as vendas externas somam US$ 17,907 bilhões, as importações, US$ 16,389 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,518 bilhão. No acumulado do ano, no entanto, há um déficit de US$ 4,634 bilhões, resultado de exportações de US$ 89,374 bilhões e importações de US$ 94,008 bilhões. 



Mais detalhes e matéria na íntegra: www.nelore.org.br 

Exportações de carne bovina somaram US$ 1,9 bilhão no primeiro quadrimestre de 2013

As exportações brasileiras de carne bovina somaram US$ 1,9 bilhão no primeiro quadrimestre do ano, o que representa um crescimento de 19,5% na comparação com igual período de 2012, de acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
Entre janeiro e abril de 2013, as vendas para o mercado externo registraram aproximadamente R$ 3,8 bilhões. No primeiro quadrimestre do ano passado, as vendas alcançaram R$ 3,3 bilhões.

Hong Kong liderou o ranking dos maiores comprador da carne brasileira no período, com um crescimento de 62% no total de toneladas do produto adquiridas. O país comprou um total de 111 mil toneladas entre janeiro e abril. Com um crescimento de 14% no total de toneladas, a Rússia aparece como segundo mercado da carne bovina brasileira, seguida pela União Europeia, Venezuela e Chile.


“Ficamos muito satisfeitos em verificar que o Brasil tem se consolidado como um exportador de carne bovina forte e confiável, ganhando novos mercados, como os países árabes, e ampliando sua participação em outros mais tradicionais, como a Rússia e a União Europeia, afirma o presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli.

De acordo com a Abiec, o Brasil produz 9,4 milhões de toneladas de carne bovina por ano. Desse total,16,5% são negociados para dezenas de países em todo o mundo, seguindo os mais rigorosos padrões de qualidade. Entre 2003 e 2013, o País registrou crescimento de 400% no valor de suas exportações, atingindo o recorde histórico de US$ 5,7 bilhões em faturamento e consolidando a posição de maior exportador mundial de carne bovina. 


Paraguai foi o maior importador de sêmen de bovinos em 2012

Raças que tiveram maior volume de sêmen exportado foram a Nelore, Brahman e Senepol. O relatório da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA), divulgado nesta sexta, revela que o Brasil exportou 116,6 mil doses de sêmen de raças de corte em 2012. Valor que equivale a 51,6% do total exportado, considerando corte e leite.

De acordo com o relatório, o maior comprador do sêmen de bovinos de corte brasileiro foi o Paraguai, com 49,1 mil doses no período. O volume representa 42,1% das doses de raças de corte vendidas. Em seguida estão o Canadá, com 35,5 mil doses, e a Argentina com 20,0 mil doses, ou 30,5% e 17,2%, respectivamente.

As raças que tiveram maior volume de sêmen exportado no ano passado foram a Nelore, com 47,9 mil doses, o que equivale a 41,1% do total, seguidas da Brahman com 18,4 mil doses (17,8%) e a Senepol, com um volume embarcado de 8,2 mil doses (7,1%).



sexta-feira, 24 de maio de 2013

Colatina realiza dez anos de Circuito Boi Verde com a maior etapa do estado.


O Circuito Boi Verde de Julgamento de Carcaças promovido pela ACNB – Associação dos Criadores de Nelore do Brasil, que tem por objetivo mensurar as qualidades da raça Nelore como produtora de carne de acordo com a demanda do mercado, mapear o desempenho frigorífico dos animais da raça criados sob diferentes condições e proporcionar a troca de experiências para os envolvidos na cadeia da carne, realizou a primeira etapa nacional do Circuito Boi Verde neste ano em Colatina - Espírito Santo.

As perspectivas positivas do  gerente e zootecnista da Nelore, Guilherme Alves para esta primeira etapa foram confirmadas, no total foram abatidas 1.132 cabeças,  sendo que 65% dos animais tinham até 2 dentes ou até 24 meses, 71,6% apresentaram gordura mediana e uniforme, e o peso de 71% dos animais variou entre 17 - 21@, demonstrando a evolução da pecuária nacional, comprovando que hoje é possível produzir um boi nelore mais jovem, bem acabado e rentável.

Atualmente abate-se um animal mais jovem e mais pesado, pois segundo dados da Nelore do Brasil, quando se compara os dados de abate de Colatina em 2004 com 2012 nota-se que em 2004 a idade media de abate era de 30 meses, já em 2012 a idade media de abate caiu para é 21 meses. O peso médio em 2004 era de 18@ e em 2012 de 20@. Traduzindo em miúdos, considerando um ciclo pecuário de 30 meses e em uma mesma área, em 2004 se produzia 1 cabeça de 18@ e em 2012 se produz 1,4 cabeça de 20@. 

Com isso o objetivo do Circuito Boi Verde pode ser mensurado em números, dando um norte ao pecuarista, mostrando que caminho trilhar, pois a competição é a única do gênero no país e através dela procura-se orientar os produtores quanto aos parâmetros de maior liquidez comercial vigentes no mercado. Durante a disputa, os participantes entram em contato direto com as práticas de produção e industrialização de carne de qualidade.

Outra ponto positivo observado neste abate é que nos dias de hoje se abate boi inteiro e nesta etapa 100% dos animais eram castrados, o que garantiu uma carne com qualidade superior, que será exportada, pois 60% dos animais abatidos nesta etapa se destinam a Cota Hilton (A cota Hilton é constituída de cortes especiais do quarto traseiro, de novilhos precoces, e seu preço no mercado internacional geralmente é mais alto do que a carne em geral. A cota anual, de 65.250 toneladas, é fixa, e a ela somente têm acesso os países credenciados: Argentina, Austrália, Brasil, Uruguai, Nova Zelândia, Estados Unidos e Canadá e Paraguai.  A cota possui uma taxa de importação de 20% ad valorem. A tarifa extra cota é de 12,8% mais 303,4 euros por 100 quilos de carne. A cota brasileira é de 10 mil toneladas anuais.), e neste abate o Frigorífico Frisa pagou para os pecuaristas R$10 a mais por @ para os animais que se encaixaram dentro do padrão.

José Wallace, participante desta etapa e diretor técnico da Unicafé Agrícola entregou 77 animais da Fazenda Derribadinha - Carlos Chagas - MG e explicou que " a cada ano a qualidade dos animais tem melhorado muito, no ano passado participei com 39 e este ano com 77 animais.  Ano que vem quero entrar na escala de premiação", conclui .

A etapa de Colatina, completou 10 anos em 2013 e foi realizada pela ACNB em parceria com Tortuga , Heringer e frigorífico Frisa. A programação da etapa do Circuito de Julgamento é composta por três dias de atividades, sendo que o primeiro dia é reservado para recebimento e avaliação in vivo dos animais, o segundo é dedicado ao abate e avaliação das carcaças na indústria e o ultimo dia é para a premiação e confraternização dos participantes. Os animais foram avaliados pelo zootecnista da ACNB, Guilherme Alves.

1º           Dalton Dias Heringer - Faz. Heringer 
2º           Dalton Dias Heringer - Faz. Heringer 
3º           Dalton Dias Heringer - Faz. Estrela 

A próxima etapa acontece em Bataguassu, na semana que vem!

INSCRIÇÕES
Os produtores interessados em participar, devem inscrever seus lotes de animais junto ao setor de compra de bovinos no frigorífico. O período das inscrições seguirá o cronograma de fechamento da escala de abate da unidade. Os lotes deverão ser inscritos em nome do proprietário e da propriedade concorrente e o número de animais, por lote, será limitado ao mínimo de 01 (uma) carga completa, estando sujeito a variações de acordo com o tamanho dos veículos de transporte e dos currais do frigorífico. Para participar, não é necessário ser sócio da ACNB, e não há custo de inscrição.

ANIMAIS
Podem participar dos julgamentos, animais da raça Nelore, com até 25% de sangue de outra raça zebuína, enquadrando-se nos padrões característicos da raça como Pelagem: cor branca, cinza ou manchada de cinza e presença de cupim. Somente serão aceitos para julgamento animais machos.

PREMIAÇÃO
Serão premiados na categoria Melhor Lote de Carcaças os 03 (três) primeiros colocados, conforme descrito abaixo:
- 1° colocado: Melhor Lote de Carcaças – Medalha de Ouro
- 2° colocado: Melhor Lote de Carcaças – Medalha de Prata
- 3° colocado: Melhor Lote de Carcaças – Medalha de Bronze

Independente da colocação, todos os lotes e pecuaristas participantes da etapa, automaticamente estarão disputando o Campeonato Nacional, cujo vencedor é premiado na Nelore Fest, em São Paulo, Capital.

Circuito Boi Verde em números
O sucesso do Circuito Boi Verde de Julgamento de Carcaças pode ser demonstrado em números, pois já foram realizados 137 abates em 11 Estados (SP, MS, PR, MG, RO, GO, MT, ES, AC, TO e PA) além da etapa internacional do Paraguai, registrando um total de 86.928 animais avaliados.

Em 2012 foram realizadas 7 etapas, em 6 estados (ES, MS, MT, RO , PA e GO), e uma etapa internacional no Paraguai, totalizando 6.964 animais avaliados. 

Confira aqui a galeria de fotos:




Julgamento de Carcaças

Participantes do CBV acompanham a classificação de carcaças


Palestra lotada  do CBV com muita informação e conteúdo
Equipe vencedora da Heringer


CALENDÁRIO 2013 - ETAPAS CONFIRMADAS

ETAPA BATAGUASSU – MS
Local: Frigorífico Marfrig
Data: 27, 28 e 29 de Maio
Contato compra de Gado: Álvaro ou Rodrigo, Rafael Prado (Tec. ACNB) - (067) 3541 4400

ETAPA REDENÇÃO - PA
Frigorífico JBS
Data: 30 e 31 de Julho
Contato compra de Gado: Castrinho ou Guilherme - (094) 3424 6515

ETAPA PARANAÍBA – MS
Frigorífico Marfrig
Data: 04 e 05 de Outubro
Contato compra de Gado: Pedro, Marcelo o/ou Thiago Salomão(Técnico ACNB)- (067) 3511 0569

Leilão Esalq faz seleção de gado Nelore desde 1970



O Leilão da ESALQ teve início na década de 40, porém o evento tomou vulto maior a partir da década de 70 com a implantação do sistema intensivo de produção de bovinos em pastagem no Departamento de Zootecnia.

A seleção de gado NELORE PO na ESALQ teve início na década de 70 com aquisição de fêmeas oriundas dos plantéis do Instituto de Zootecnia - Sertãozinho da Fazenda Barreira Rico. O trabalho de seleção sempre focou na busca de animais produtivos e funcionais de grande importância para o programa de seleção do rebanho da ESALQ, foi o convênio firmado com o Instituto de Zootecnia em meados da década de 80. Durante os 10 anos de vigência do convênio o rebanho da ESALQ utilizou touros jovens selecionados na ganho de peso do IZ. Vários desses touros do IZ tiveram seu sêmem comercializado pela Central Lagoa da Serra.

A partir de 1996, com a disponibilidade dos sumários de touros , o Departamento de Zootecnia da ESALQ passou a utilizar touros top de sumário para os quesitos de ganho de peso, precocidade sexual e características de carcaça. Desde 2002 o rebanho do Departamento de Zootecnia da ESALQ participa do programa Nelore Brasil do ANCP.
Os animais nascidos em 2010 apresentaram MGT Médio de 10,36

As expectativas são positivas em relação a 2012 em virtude de melhor porção do boi gordo atualmente e para a 69º edição do Leilão ESALQ serão postos a venda 31 touros NELORE PO filhos do touro Backup (top 0,1%) e Jamanta  (top 5%) na ANCP e 6 matrizes PO prenhas do touro ALQ 1584(top 0,5%).

O perfil dos animais é o resultado de um trabalho sério de longa data, sempre fazendo  uso de touros geneticamente superiores, ou seja, animais funcionais e com DEP positivas para as características mais importantes para a produção de carne


Carnes: termina hoje no RS prazo para retirar doses da vacina contra aftosa


Os pecuaristas que recebem gratuitamente do Governo do Estado a vacina contra a febre aftosa têm até esta sexta-feira (24) para retirar as doses nas Inspetorias de Defesa Agropecuária. A medida contempla os proprietários de rebanhos bovinos e bubalinos que se enquadram nos critérios do Pronaf e da Pecuária Familiar que possuam até 100 animais. 

Nesta etapa, a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio está distribuindo cerca de 5,5 milhões de doses, nas quais investiu aproximadamente R$ 7 milhões para a aquisição da vacina. A antecipação de uma semana no final do prazo para retirada está sendo adotada a partir deste ano. A vacinação, contudo, se estende até o dia 31 de maio. Com informações da assessoria de imprensa da Seapa. 









Preços de alimentos in natura não devem voltar ao patamar de 2012


 Os preços de alimentos in natura não devem retomar aos patamares observados no ano passado, de acordo com o economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), André Braz. "Nós temos pouca esperança que os preços dos alimentos in natura voltem ao mesmo patamar de 2012. Até porque há outros fatores, além das questões climáticas, que devem ser considerados nessa conta. No caso do tomate, por exemplo, houve também uma diminuição forte de área plantada", explica o economista. 

O Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, desacelerou para 0,46% em maio, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com Braz, o dado é positivo, mas produtos importantes no orçamento do consumidor continuaram com aumento de preços significativos, como o feijão carioca (10,13%), a cebola (5,63%), a batata-inglesa (5,45%) e as frutas (2,33%). 

Segundo o levantamento sistemático da produção agrícola do IBGE, o Brasil tinha 69 mil hectares de área plantada de tomate entre 2009 e 2011. Em 2012, houve uma redução para 67 mil e a previsão para 2013 é de 59 mil hectares. O economista ressalta que havendo um acréscimo na área plantada, há expectativa de que o preço caia. Weruska Goeking / Agência CMA Edição: Douglas Antunes Copyright 2013 - Agência CMA




quinta-feira, 23 de maio de 2013

Números da raça Nelore impressionam em maior exposição de raças do mundo.



A 79ª edição da EXPOZEBU, que aconteceu na primeira quinzena de maio, no parque Fernando Costa em Uberaba, movimentou mais de 150 milhões de reais em negócios realizados dentro do evento. Segundo a Associação Brasileira dos criadores de Zebu, promotora do evento, a movimentação na cidade injetou aproximadamente R$ 30 milhões na economia local.

O bom momento da pecuária nacional pode ser demonstrado em números macroeconômicos, para a Confederação Nacional da Agricultura, a cadeia de produção da pecuária registrou desempenho positivo neste mês de maio, alta de 0,90%. No segmento de insumos, a pecuária registrou crescimento de 1,17%, impactada pelo encarecimento das rações após a disparada dos grãos a partir de meados do ano passado. A tendência, de acordo com analistas consultados pelo jornal Valor Econômico, é que a divulgação dos resultados no primeiro trimestre continue a trazer dados positivos.
O reflexo destes números também pode ser visto nas pistas das grandes exposições do País. Durante a Expozebu, o aumento de animais Nelore em pista foi significativo. Para se ter uma ideia em 2012 foram para julgamentos 2.822 animais, sendo 649 exemplares da raça Nelore e 58 Nelore mocho. Em 2013 foram 2250 animais em pista, sendo 722 animais Nelore e 55 de Nelore mocho , ou seja o número de animais Nelore em pista aumentou em 11% por cento quando se compara com o ano passado.

Quando se fala em faturamento de leilões da Raça Nelore, o caldo engrossa, pois segundo a Programa Leilões, em 2013 o faturamento de leilões da raça Nelore durante a Expozebu foi de R$ 31.168.539,60, um crescimento de 25,7% quando se compara com o faturamento do ano anterior que foi de R$ 24.796.850,65. A media de venda por lote também registrou aumento de 10,17% quando se compara com 2012.

Esses números mostram a força do Nelore, que representa 80% do maior rebanho bovino comercial do mundo e as expectativas para o próximo semestre, segundo Paulo Horto - Diretor Presidente da Programa Leilões "são grandes, depois de uma exposição finalizada com grande sucesso como foi a Expozebu 2013".
Para o presidente da Associação dos Criadores de Nelore, Pedro Gustavo Novis o crescimento desta comercialização é o resultado de muito trabalho e competência por parte de todos os envolvidos.



Exportação de carne bovina registra alta de 19,5%

As vendas externas de carne bovina renderam US$ 1,9 bilhão no primeiro quadrimestre do ano, alta de 19,5% sobre igual período de 2012, segundo a Abiec.









quarta-feira, 22 de maio de 2013

Leilões MAAB batem recorde de preço


Durante a 79ª Expozebu o Leilão Nelore Maab e Special Maab de Jumentos Pêga e Muares realizados no dia 07/05/2013 bateram vários recordes.

Destaque absoluto para o jumentinho “MAAB MUSTANG” de apenas 60 dias vendido 50% por R$141.000,00 para o Sr. Donizeti Aparecido dos Santos de Londrina – Paraná.
Também entre os destaques 50% da prenhez da jumenta “Xalana Maab” X “Beija-Flor Maab” teve valorização de R$60.000,00.

Já nas mulas o destaque foi para “Maab Bruna” vendida por R$40.500,00 para o jovem muladeiro de apenas 11 anos José Luis Disicco Balardin, filho do Rodrigo Lellis Balardin.

No remate de animais da raça Nelore destaque para 2 bezerras POI de 26 dias de idade, filhas do grande “Karvad Importado” vendidas por R$48.000,00 para Raphael e Rafaela Coutinho da Central Santa Edwirges. 



segunda-feira, 20 de maio de 2013

Avaliação completa e resultados produtivos - CP Lagoa


*Rodrigo Dias

Demonstrar resultados e provar a superioridade do seu animal significa agregar valor à sua produção. A comprovação dos resultados produtivos, com a avaliação mais completa do mercado (12 características) e informações confiáveis, somente o Centro de Performance CRV Lagoa pode oferecer. O CP Lagoa apresenta a melhor estrutura disponível para a certificação da qualidade de seus animais.

Diante dos desafios da pecuária moderna, fica evidente que superar as barreiras desta pecuária não cabe somente a uma ferramenta ou a uma única estratégia. A ação conjunta de todas as tecnologias disponíveis no mercado, somada a um planejamento das atividades resulta na garantia de bons resultados.
O Centro de Performance (CP) CRV Lagoa oferece aos pecuaristas selecionadores a opção de testar seus animais, comparando-os aos de outros criadores, através de uma avaliação criteriosa, realizada sob 12 diferentes aspectos. O CP CRV Lagoa seleciona estrategicamente os animais mais produtivos e harmônicos, os quais contribuirão para a produção de indivíduos mais produtivos e precoces. Esta seleção leva a diminuição da idade de abate e aumenta a rentabilidade do negócio, garantindo maior giro do capital investido.

As características avaliadas são: conformação (C), precocidade (P), musculosidade (M), umbigo (U), temperamento (T), área de olho de lombo (AOL), espessura de gordura (EG), marmoreio (M), circunferência escrotal (CE), ganho de peso (GMD), peso e uma análise morfológica realizada pela ABCZ. Este conjunto de características, quando avaliado com profissionalismo, garante confiança aos pecuaristas que utilizam os mesmos animais.

A CE pode ser utilizada como ferramenta para a predição dos resultados de algumas características, tanto reprodutivas quanto produtivas. Segundo a literatura, a circunferência escrotal está relacionada, por exemplo, às características de crescimento e menor idade à puberdade (precocidade sexual).
O CP CRV Lagoa está constantemente em busca de animais funcionais, que seguem o padrão racial e apresentam a harmonia das suas características visuais e funcionais. Isto significa manter viva a história de cada linhagem e garantir a continuidade da raça. Por isso, o CP CRV Lagoa procura, desde seus primeiros trabalhos, animais com o padrão racial exigido pelas associações das raças que participam do CP CRV.
No caso das raças Zebuínas o padrão da raça é sempre avaliado pelos técnicos da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), cabendo a esta última o registro genealógico e a mensuração das características funcionais o que garante a padronização das informações e análise completa das características fenotípicas.

Em sete anos, o CP já identificou inúmeros animais superiores. Neste processo de identificação, foram realizadas mais de 20 mil nos animais de 750 criadores.
Neste contexto de pecuária moderna e competitiva, é fundamental saber qual é a sua própria situação perante outros selecionadores, seja para corrigir, modificar ou para manter a forma de trabalho.

*Rodrigo Dias é Zootecnista, formado pela UNESP Campus de Jaboticabal e atualmente é Analista Técnico do departamento de corte da CRV Lagoa.


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Neste domingo tem Ouro do Nelore

14ª edição Ouro do Nelore

Domingo, 19 de maio tem remate na 14ª edição do Ouro do Nelore!
A partir das 14h, com transmissão pelo Canal Rural.


Detalhes do leilão em http://www.nelore.org.br/Leiloes/Calendario/DetalhesLeilao/3065


Leonel Almeida, do Marfrig ministra palestra com tema “O Zebu aos olhos da indústria”.


 Leonel Almeida, do Marfrig, apresentou palestra no II Fórum Zebu de Ponta a Ponta com o tema: O Zebu aos olhos da indústria. 

Confira os principais pontos abordados:

Por que falar sobre as características do Zebu e suas vantagens?
Alguns pontos importantes sob o ponto de vista da indústria sobre o boi zebuíno, o boi do Brasil.

As tendências mundiais na demanda são afetadas pelo aumento no número de consumidores, o poder aquisitivo também aumenta, somada à qualidade dos alimentos.

Em 2050, teremos 9 bilhões de pessoas no mundo. A demanda mundial de alimentos será suficiente, sabendo que 70% dessa população será urbana?

Teremos um aumento na população, mas também está ocorrendo um aumento no poder aquisitivo. Mais gente e mais dinheiro vai demandar mais carne.

Ainda falando em tendências mundiais, na China, somente na zona rural, existe um consumo de 26 kg de carne por ano, em média. Na zona urbana, é de 40 kg.

O consumo de raízes e tubérculos, não aumenta, segundo estudos. Mas o consumo de carnes e leite aumentam, enfatizando, devido ao aumento no poder aquisitivo.

Para haver aumento na produção, a agropecuária precisa de mais terra, mais água e conhecimento / tecnologia. Falando-se em terra, existem países que não possuem condições para expansão na produção. Sobre a água, cada vez mais se fala em sua escassez.O conhecimento tem que ser aplicado por m2, produzir mais com menos terra e produzir mais kg de alimentos por cada gota de água. É preciso utilizar mais conhecimento, mais tecnologia para o melhor uso da terra e água.

No Brasil, a população está aumentando, a renda também está subindo; existe terra, existe água, tecnologia e conhecimento.
Agora falando em consumidor, qual é o consumidor mais exigente? Europeu, russo, americano, brasileiro? O europeu gosta de filé, entrecote, contra-filé. O russo prefere recortes de dianteiro, carne mais magra, não demanda muito trabalho para produzir, não necessita colocar qualidade superior. Americano, carne enlatada, que também não demanda qualidade. O consumidor brasileiro prefere picanha, alcatra, fraldinha. Ele é mais exigente, paga-se mais pela qualidade. Queremos sempre que a carne seja padronizada, com regularidade e qualidade.

Procura-se por padronização, regularidade e qualidade. 80% do rebanho brasileiro é Zebu, de acordo com IBGE. Porém, nem sempre mantém-se a mesma qualidade para o grande volume de produção que existe. Existe essa inconstância no mercado. Com isso, a carne é comercializada com diversos valores no mercado.

O boi tem que ser de primeira, e não a carne. Deve existir um pagamento diferenciado pelo animal. Não existe carne de primeira, e sim, boi de primeira.

Para finalizar, produzir commodity não paga a conta, fazer o que todos fazem, não é suficiente.

Essa conversa, essa interação que estamos tendo é importante, tanto para produtor, indústria e consumidor. Devemos melhorar a produção e difundir o Zebu com toda a qualidade e respeito que merece.
Veja os slides da palestra no link: http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/giro-do-boi/veja-a-apresentacao-da-palestra-de-leonel-almeida-do-marfrig-no-ii-forum-zebu-de-ponta-a-ponta-o-zebu-aos-olhos-da-industria/

Essa palestra foi realizada na 2ª edição do Fórum “Zebu de Ponta a Ponta”, com o objetivo de apresentar a importância do zebu na Cadeia Produtiva da Carne e do Leite, evento organizado pela ABCZ, durante a Expozebu. O BeefPoint foi um dos parceiros do evento. Fonte deste post: www.beefpoint.com.br 

Fotos do Fórum Zebu de Ponta a Ponta:


Palestra lotada

Zeburguer de Nelore Natural

Leonel  Almeida do Marfrig, Cheff Allan e Guilherme Alves, Nelore do Brasil

"Boi de primeira"




Inflação agrícola recua 2,80%

A inflação agropecuária segue apresentando taxas negativas no atacado. Os preços dos produtos agrícolas atacadistas caíram 2,80% em maio, queda mais intensa do que a de 1,17% apurada em abril, no âmbito do IGP-10. 

A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A instituição informou ainda que os preços dos produtos industriais no atacado continuaram subindo.



terça-feira, 14 de maio de 2013

Circuito Boi Verde completa 10 anos em Colatina e realiza primeira etapa nesta quarta-feira

O Circuito Boi Verde de Julgamento de Carcaças  promovido pela ACNB – Associação dos Criadores de Nelore do Brasil, tem por objetivo mensurar as qualidades da raça Nelore como produtora de carne, de acordo com a demanda do mercado, mapear o desempenho frigorífico dos animais da raça Nelore criados sob diferentes condições e proporcionar a troca de experiências entre os pecuaristas.
 
É com esse intuito que o 1º Abate Técnico - Circuito Boi Verde de Julgamento de Carcaças 2013  da primeira etapa nacional acontecerá em Colatina – ES no Frigorífico Frisa na primeira quinzena de maio.

A etapa de Colatina, completa 10 anos em 2013 e é realizada pela ACNB em parceria com Tortuga, Heringer e frigorífico  Frisa. As vagas são limitadas e a programação da etapa do Circuito de Julgamento é composta por três dias de atividades, sendo que o primeiro dia é reservado para recebimento e avaliação in vivo dos animais, o segundo é dedicado ao abate e avaliação das carcaças na indústria e o ultimo dia é para a premiação e confraternização dos participantes. Os animais serão avaliados pelo zootecnista da ACNB, Guilherme Alves.
 
INSCRIÇÕES
Os produtores interessados em participar, devem inscrever seus lotes de animais junto ao setor de compra de bovinos no frigorífico Frisa. O período das inscrições seguirá o cronograma de fechamento da escala de abate da unidade. Os lotes deverão ser inscritos em nome do proprietário e da propriedade concorrente e o número de animais, por lote, será limitado ao mínimo de 01 (uma) carga completa, estando sujeito a variações de acordo com o tamanho dos veículos de transporte e dos currais do frigorífico. Para participar, não é necessário ser sócio da ACNB, e não há custo de inscrição.
 
ANIMAIS
Podem participar dos julgamentos, animais da raça Nelore, com até 25% de sangue de outra raça zebuína, enquadrando-se nos padrões característicos da raça como Pelagem: cor branca, cinza ou manchada de cinza e presença de cupim. Somente serão aceitos para julgamento animais machos.
 
PREMIAÇÃO
Serão premiados na categoria Melhor Lote de Carcaças os 03 (três) primeiros colocados, conforme descrito abaixo:
- 1° colocado: Melhor Lote de Carcaças – Medalha de Ouro
- 2° colocado: Melhor Lote de Carcaças – Medalha de Prata
- 3° colocado: Melhor Lote de Carcaças – Medalha de Bronze
 
Independente da colocação, todos os lotes e pecuaristas participantes da etapa, automaticamente estarão disputando o Campeonato Nacional, cujo vencedor é premiado na Nelore Fest, em São Paulo, Capital.
 
Circuito Boi Verde em números
O sucesso do Circuito Boi Verde de Julgamento de Carcaças pode ser demonstrado em números, pois já foram realizados 135 abates em 11 Estados (SP, MS, PR, MG, RO, GO, MT, ES, AC, TO e PA) além da etapa internacional do Paraguai, registrando um total de 85.392 animais avaliados.
 
Em 2012 foram realizadas 7 etapas, em 6 estados (ES, MS, MT, RO , PA e GO), e uma etapa internacional no Paraguai, totalizando 6.964 animais avaliados. Para participar, não é necessário ser sócio da ACNB, e não há custo de inscrição. Atenção as vagas são limitadas.


O modelo brasileiro de agricultura de alta escala

Artigo publicado no Jornal “O Estado de São Paulo”, 07/05/2013, Opinião, A-2
Por: Marcos Sawaya Jank (*)
André S. M. Pessôa (*)

O Brasil tem dificuldade para reconhecer empreendedores e modelos empresariais que deram certo. Temos dificuldade para listar dez nomes de empresários que foram revolucionários no seu tempo. Temos ainda maior dificuldade para valorizar arranjos produtivos que funcionam bem e podem servir de modelo para dezenas de países.

Um dos exemplos mais notáveis desse tipo de dificuldade ocorre no caso do modelo brasileiro de agricultura tropical que desenvolvemos nas últimas décadas. Um dos pilares desse modelo é razoavelmente conhecido - o desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições tropicais: as novas variedades aptas a latitudes mais setentrionais, o plantio direto (que teve extraordinário impacto conservacionista ao eliminar a aração dos solos), a introdução da segunda safra no mesmo ano agrícola sem irrigação, a integração lavoura-pecuária-floresta e outros.

O segundo pilar, bem menos conhecido, foi a corajosa migração de produtores com aptidão e conhecimento agrícola em busca de ganhos de escala para enfrentar as difíceis condições de produção nos cerrados. Pequenos agricultores do Sul e do Sudeste do País construíram cidades e estradas a milhares de quilômetros de sua terra natal. Inicialmente o desenvolvimento se deu em cima do binômio soja-boi. 

Com o tempo, a valorização das terras incentivou a intensificação e diversificação agrícola, com o crescimento da produção de milho, arroz, algodão, café, cana-de-açúcar e eucalipto. 

Na pecuária, vieram o leite, os suínos e as aves. Hoje são mais de dez atividades disputando o uso da terra, num dos modelos mais bem-sucedidos de produção de alimentos, rações, fibras, celulose e bioenergia do planeta. Mas a maioria das pessoas não sabe que esse modelo de desenvolvimento se baseou em "ganhos de escala" absolutamente necessários e positivos. 

Primeiro, porque o enfrentamento dos cerrados exige maior capacidade operacional para lidar com instabilidades climáticas, solos pobres e ácidos, enorme diversidade de pragas e doenças, acarretando maiores custos fixos e necessidade de escala.

Segundo, porque, ao contrário do que ocorreu nos EUA no começo do século passado, a infraestrutura de armazenagem e transporte não acompanhou a migração dos produtores brasileiros, obrigando-os a bancar suas próprias estruturas, o que também aumenta os custos fixos. A atual safra mostra claramente que a rentabilidade da agropecuária é dilapidada na mesma proporção em que aumenta a distância dos portos.

Terceiro, porque a própria condução da atividade em condições tropicais exige conhecimentos aprofundados de gestão e governança, o que requer profissionais qualificados e novamente aumenta os custos fixos. 

Profissionalização, capacidade de gerir modelos de alta tecnologia, sofisticados mecanismos de gerenciamento de riscos e comercialização, atuação na coordenação de cadeias produtivas com grande complexidade de contratos, elevadas exigências em termos de governança, transparência e sustentabilidade são hoje elementos essenciais para o sucesso da agricultura.

É incomparavelmente mais difícil plantar grãos nas condições dos cerrados de Mato Grosso e Mapitoba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia) do que no Meio-Oeste dos EUA ou na Bacia Parisiense. Já as culturas perenes - cana, laranja, café e eucalipto - são atividades que exigem imensa quantidade de capital e gestão primorosa, sob o risco de quebra no meio do caminho.

O fato é que nunca esteve tão claro que a escala de produção é um elemento fundamental para o sucesso da atividade agropecuária em condições tropicais. Esse tema já era visível no desenvolvimento de culturas perenes no Estado de São Paulo. Agora fica cada vez mais claro nos cerrados do Centro-Oeste e do Nordeste - no algodão, na soja, no milho e mesmo na pecuária. Os custos fixos são de fato elevados, mas com o aumento da escala o custo médio do produto final acaba se reduzindo, beneficiando os consumidores.

Grandes produtores competentes operam hoje com boa rentabilidade, gerando empregos de alta qualificação e conseguindo cumprir as exigências ambientais. Aliás, vale frisar que os custos de cumprimento das legislações ambiental e trabalhista (compliance) no País são altos e crescentes, forçando escalas cada vez maiores. Trata-se de desafios crescentes para a pequena escala enfrentar sem o apoio do Estado em atividades de baixa agregação de valor, como é caso das grandes commodities agrícolas.

Não estamos com isso afirmando que a agricultura de baixa escala está inexoravelmente condenada ao desaparecimento. Ela vai continuar sobrevivendo nas regiões que contam com melhores condições de logística e armazenagem, maior acesso a mercados e outros elementos que atenuam os pontos levantados. Os Estados do Sul são um bom exemplo, onde a pequena agricultura consegue sobreviver integrada a agroindústrias processadoras ou por meio de cooperativas que reduzem os problemas de comercialização e de acesso ao crédito.

Tampouco estamos dizendo que os ganhos de escala sejam infinitos. Apesar de eles serem cada vez mais evidentes, a ciência econômica nos ensina que empresas podem entrar em situações de "deseconomias de escala". Na realidade, sabemos muito pouco sobre essa matéria e a questão da definição de "módulos ótimos" de operação ainda é um assunto em aberto, em face das diferentes realidades deste nosso país continental.

Mas não há dúvida de que o principal vetor de crescimento da agricultura do País tem sido a combinação de gestão e ganhos de escala, e que esse modelo cada vez mais nos distingue do restante do mundo, causando admiração em países em desenvolvimento e temor nos nossos concorrentes desenvolvidos. Quem visitou a Agrishow na semana passada, em Ribeirão Preto, sabe perfeitamente do que estamos falando. Não fossem os riscos regulatórios e de logística que vivemos, seríamos imbatíveis. Nosso maior inimigo somos nós mesmos!

(*) Sócios Diretores da AGROCONSULT e do AGRO.ICONE (www.plataformaagro.com.br).