quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Corte na conta de luz para agricultura será de até 32%


A presidente da República, Dilma Rousseff, assinou na semana passada (23 de janeiro de 2013) decreto e medida provisória que estabelecem novos índices de redução para tarifas de energia elétrica.

Segundo a presidente, já a partir do dia 24 de janeiro, com a promulgação no Diário Oficial da União (DOU), a conta de luz dos brasileiros terá uma redução de 18% para as residências e de até 32% para as indústrias, agricultura, comércio e serviços.

Os recursos que custearão a queda das tarifas sairão da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um encargo pago pelas empresas de distribuição de energia para o desenvolvimento dos Estados, a competitividade de fontes alternativas e a universalização do serviço.

Fonte: site Sou agro com informações da Agência Brasil.


Comitiva viaja ao Irã e reverte ameaça contra carne brasileira


O Brasil enviou uma missão ao Irã, um dos principais compradores de carne brasileira, para tranquilizar autoridades e empresários locais acerca da recente descoberta do agente causador do mal da vaca louca em um animal morto em 2010 no Paraná. Fontes dos dois países afirmaram que a visita, encerrada anteontem, dissipou as maiores preocupações de Teerã, que ameaçava barrar a carne brasileira.

Durante três dias, a comitiva expôs as regras sanitárias brasileiras às altas autoridades do Ministério da Jihad Agrícola do Irã. A delegação também insistiu em lembrar a decisão da OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) de manter a classificação do Brasil como de risco insignificante para a doença.

"A intenção era reforçar pessoalmente as garantias internacionais de ratificação", disse à Folha Antonio Camardelli, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, integrante da comitiva. A delegação teve também dois representantes do Ministério da Agricultura: o diretor de Saúde Animal, Guilherme Marques, e de Negociações Sanitárias e Fitossanitárias, Lino Colsera.

Um importador iraniano que não quis ter o nome revelado disse que a visita foi crucial para dar seguimento às compras. "Há muita demanda. Eu importo carne brasileira e revendo tanto para supermercados e restaurantes quanto para órgãos de governo, Exército e universidades."


Apesar do compromisso em dar seguimento às importações do Brasil, o Irã manteve o veto à carne do Paraná. Especula-se que as compras paranaenses serão retomadas depois da próxima reunião da OIE, em fevereiro, na qual deve ser reiterada a atual classificação brasileira.

Entretanto, os dois lados admitem que o acirramento das sanções financeiras impostas ao Irã em represália ao seu programa nuclear dificulta uma retomada do volume aos níveis recordes registrados até 2011. Naquele ano, o Brasil exportou 130 mil toneladas ao Irã, segundo a Abiec. Em 2012, só 68 mil toneladas.

A exportação de carne ao Irã responde por 15% da corrente comercial bilateral (US$ 2,18 bilhões em 2012), dominada com folga pelas exportações brasileiras. Em outubro de 2012, o superavit com o Irã respondeu por 22% do superavit total do Brasil.

QUEM EMBARGOU A CARNE BRASILEIRA

SUSPENSÃO TOTAL
 -África do Sul
 -Arábia Saudita
 -Belarus
 -China
 -Coreia do Sul
 -Japão
 -Qatar
 -Taiwan

PROIBIÇÕES PARCIAIS
 -Chile
farinha de carne e de osso

-Jordânia
carnes do Paraná

-Líbano
carnes do Paraná

-Peru
Suspendeu importações de todo o Brasil por 90 dias

Fonte: Jornal Valor Econômico / SAMY ADGHIRNIDE TEERÃ


Contribuições ao Sisbov indicam nova formatação


Utilizado para identificação e certificação de bovinos e bubalinos a serem exportados para mercados que exigem rastreabilidade individual, o Sistema de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos (SISBOV) está em processo de revisão para adequá-lo à nova legislação, instaurada pela Lei 12.097/2009 e regulamentada pelo Decreto 7.623/2011.

 
Na última semana, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) colocou em consulta pública três projetos de Instruções Normativas (IN) que visam instituir o Sisbov em novo formato,determinar as especificações técnicas dos elementos de identificação individual dos bovinos e bubalinos pertencentes ao Sistema, além de estabelecer requisitos mínimos para protocolo de sistemas de rastreabilidade de bovinos e bubalinos de adesão voluntária.
 
De acordo com a Coordenação de Sistemas de Rastreabilidade (CSR/SDA), as mudanças no Sisbov vão possibilitar que protocolos privados de rastreabilidade de bovinos e bubalinos sejam acordados entre as partes, avaliados e homologados pelo Mapa e utilizados como respaldo à certificação sanitária internacional.
 
Além da adequação, há mudança no nome do Sistema, que passará a se chamar Sistema de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos.
 
Os textos foram publicados no Diário Oficial da União (DOU) no dia 21 de janeiro e estão à disposição para consulta no site www.agricultura.gov.br, item legislação, subitem consultas públicas.  Até o dia 19 de fevereiro, órgãos, entidades e pessoas interessadas no assunto podem enviar sugestões para as INs. A participação de todos os interessados é de vital importância para o processo de revisão das Instruções Normativas”.


IBGE aponta que inflação ao produtor encerra 2012 em 7,16%


O Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto  Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou alta de 0,30% em dezembro.  Em 2012, o indicador acumulou alta de 7,16%. Em 2011, a taxa acumulada do IPP  tinha ficado em 2,60%.  

Segundo os dados do IBGE em dezembro de 2012, 16 das 23 atividades da indústria da transformação apresentaram aumento de preços na "porta de fábrica", conforme o IPP

Os maiores impactos para a formação da taxa do IPP de dezembro, de 0,30%, vieram dos alimentos (com contribuição de 0,07 ponto porcentual), outros produtos químicos (0,04 ponto porcentual), metalurgia (0,04 ponto porcentual) e papel e celulose (0,04 ponto porcentual). 

Os maiores impactos para a taxa total foram de alimentos (2,75 ponto porcentual), outros produtos químicos (1,08 ponto porcentual), refino de petróleo e produtos de álcool (0,71 ponto porcentual) e papel e celulose (0,40 ponto porcentual).


Alimentação foi a principal contribuição para aceleração do IPC em janeiro


A principal contribuição para a aceleração do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que passou de 0,73% em dezembro para 0,98% em janeiro, veio do grupo Alimentação (de 1,29% para 1,97%). 

Os dados, divulgados nesta quarta-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), no âmbito do fechamento do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) neste mês, mostram que nessa classe de despesas o destaque ficou com hortaliças e legumes (de 1,85% para 15,58%) e frutas (de 0,55% para 4,60%). 

Os itens que apresentaram as maiores influências positivas no IPC foram cigarros (de 2,78% para 8,04%), tomate (de 12,82% para 25,38%), refeições em bares e restaurantes (de 1,12% para 0,89%), curso de ensino superior (de estabilidade para 4,18%) e curso de ensino fundamental (de estabilidade para 6,67%).


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Ministro recebe comitivas de prefeitos e destaca consórcios municipais


Com a intensa movimentação de lideranças políticas presentes no Encontro Nacional de Novos Prefeitos e Prefeitas 2013, que acontece desde ontem no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho também recepcionou duas comitivas de prefeitos no gabinete ministerial na tarde desta terça-feira (29/01).

Em duas sessões, o ministro recebeu o total de 16 prefeitos gaúchos (Vista Alegre, Rio Pardo, Coqueiro Baixo, Viamão, Marau, Maratá, Brochier, São José do Sul, Harmonia, Tapera, Seberi, Sapucaia do Sul, Lajeado, Cerro Largo, Tapera e Pantano Grande), além de representantes, secretários e assessores parlamentares. 

Na oportunidade, Mendes destacou o Projeto de Regionalização desenvolvido pelo Mapa e colocou-se à disposição para auxiliar as novas administrações – e prefeitos reeleitos – através dos consórcios entre municípios, proporcionando através de projetos em comum para cada localidade, a viabilidade de transferência de recursos ou equipamentos por parte da União. O ministro também pediu atenção especial para aos gestores em projetos de armazenagem, irrigação, e ainda, ao Plano Diretor Rural.

Ontem, o ministro Mendes Ribeiro Filho participou da abertura do evento, que contou com a presença da Presidenta da República e cerca de 5 mil prefeitos, Dilma Roussef, no final da tarde. Na ocasião, Dilma anunciou R$ 66,8 bilhões em investimentos para municípios. 

Já nesta quarta-feira (30/01), esta programado a presença do ministro, que fará pronunciamento, no último dia do Encontro Nacional, a partir das 8h30min. Entre os assuntos a serem abordados, estão o Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa) e o Plano Nacional de Armazenagem.

Mendes com prefeitos gaúchos na sede do Ministério da Agricultura/ Imagem: Antonio Araújo MAPA


ANCP celebra 25 anos do Programa Nelore Brasil


O progresso genético obtido pelas fazendas participantes do Nelore Brasil, programa de melhoramento genético da ANCP (Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores), tem contribuído para tornar a Pecuária Nacional cada vez mais eficiente. Para comemorar os 25 anos de empenho e sucesso na busca por reprodutores e matrizes superiores, a Associação está preparando uma série de ações especiais.
 
A comemoração das Bodas de Prata do Programa Nelore Brasil acontecerá em dia 5 de abril, durante o 19º Seminário Nacional de Criadores e Pesquisadores, as palestras abordarão Mercado da Pecuária Brasileira e a contribuição do Programa Nelore Brasil para o melhoramento animal e para a Pecuária.Também será a oportunidade para o lançamento do Sumário de Touros, edição Abril/2013, com as avaliações genéticas dos reprodutores das Raças Nelore, Guzerá, Brahman e Tabapuã.
 
O Sumário irá apresentar novidades que irão movimentar o setor: três novas DEPs* para características de composição de carcaça relacionadas a qualidade de carne e rentabilidade para o produtor. 
*DEP, sigla de Diferença Esperada na Progênie; valor genético de um animal transmissível a seus descendentes.
 
PROGRAMA NELORE BRASIL
Em abril de 1988 o programa Nelore Brasil foi instituído com a participação de criadores que acreditavam na contribuição da ciência para melhorias no campo e de pesquisadores do Departamento de Genética da FMRP-USP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo).
 
Ao longo dos anos, o programa passou por várias transformações e conquistas. Alguns fatos foram marcantes e determinantes nessa história, como o embrião do Nelore Brasil, primeiro projeto de melhoramento genético de Nelore do Estado de São Paulo, constituído por dois pioneiros do setor: Arnaldo Zancaner, criador persistente e entusiasta da ciência, e o engenheiro agrônomo e geneticista Prof. Dr. Warwick Estevan Kerr, especialista que sempre compartilhou sua experiência.
 
Nestes 25 anos, o progresso genético obtido pelas fazendas participantes do Nelore Brasil tem contribuído para tornar a pecuária nacional cada vez mais eficiente. Uma história viva, que continua a evoluir.
 
Confira a dimensão de atuação do Programa:
Programa Nelore Brasil/ANCP
INFORMAÇÕES Nº OBSERVAÇÕES
Animais Cadastrados na Base de Dados 2.122.109
Pesagens 6.373.918
Medidas PE* 1.155.499
Touros Avaliados 29.190
 
*PE - Perímetro Escrotal, medida dos testículos do touro, um indicativo de fertilidade.


Custos sobem nos EUA e produção de carne recua


Os Estados Unidos estão com abates menores e custos maiores na pecuária. No ano passado, os abates somaram 32,4 milhões de animais, 3% menos do que em 2011.
A produção de carne bovina recuou para 11,75 milhões de toneladas no país, 1% menos do que em 2011.

Essa queda já era esperada, depois da aceleração dos abates em 2011 devido à seca em várias áreas de pastagens.

Os norte-americanos estão produzindo menos, mas com custos maiores. Além da alta dos grãos, a produção de feno recuou para 120 milhões de toneladas no ano passado, 18% menos do que em 2011, segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA). O preço desse componente importante na alimentação do gado subiu.


Argentina exporta menor volume de carne desde 2001



As exportações argentinas de carne bovina do ano passado recuaram para o menor patamar em 11 anos. As vendas externas somaram 212 mil toneladas, no valor de US$ 1,28 bilhão. Os dados fazem parte de informações privadas, com base nos dados de exportações apurados pelo IPCVA (um instituto de promoção da carne bovina da Argentina).

Líderes mundiais em vendas de carne bovina no passado, os argentinos amargam nos últimos anos os efeitos de uma forte seca no país e de uma desastrosa interferência do governo no setor para controlar preços e inflação.

A seca forçou os pecuaristas a abater mais fêmeas. Esse abate, além de uma redução momentânea do rebanho, vai continuar inibindo o crescimento do mesmo nos próximos anos. Além disso, os custos e os preços praticados na pecuária têm grande desvantagem em relação à agricultura. Esta é mais remuneradora.

As exportações de carne recuaram tanto que, pelo segundo ano, as receitas externas com carne fresca são menores que as com leite. Dados da Senasa, órgão do governo, indicam que os argentinos tiveram receitas de US$ 612 milhões no ano passado com as vendas externas de carne fresca, 53% menos do que em 2009. As vendas de leite subiram para US$ 885 milhões, superando em 102% as de 2009.

Um dos pontos positivos para o país é que o preço médio da carne continua elevado, o que tem garantido um patamar razoável de receitas. Em 2005, os argentinos receberam US$ 4.550, em média, por tonelada de carne fresca. No ano passado, essa média estava em US$ 10.720.

O Brasil importou 9.196 toneladas de carne bovina da Argentina em 2012, no valor de US$ 96 milhões. Os gastos brasileiros com carne congelada foram de US$ 59 milhões. Os com carne fresca ficaram em US$ 34 milhões. Fonte:Folha de São Paulo/Coluna Mauro Zafalon



Russos proíbem entrada de carne refrigerada alemã


A partir de 4 de fevereiro a Rússia vai proibir as importações de carne refrigerada de aves, de bovinos e de suínos a partir da Alemanha devido ao incumprimento sistemático das exigências veterinárias e sanitárias.
 
Desde 20 de março de 2012 que está em vigor, relativamente à União Europeia, incluindo a Alemanha, uma proibição da importação  para a Rússia de suínos vivos, assim como de gado bovino, ovino e caprino. Mais tarde, a proibição se estendeu às rações proteicas para animais.
 
A proibição foi introduzida devido aos múltiplos surtos, em países da UE, da doença provocada pelo vírus Schmallenberg e do alastramento de uma outra doença viral que é a febre catarral maligna, ou língua azul. Ambos os vírus são altamente perigosos para a pecuária.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Copa do Atlântico chega a 2ª edição



Considerada a nova ferramenta de integração entre criadores e expositores de regiões do Brasil, as Copas Inter-Regionais do Nelore devem se multiplicar pelo país. A Copa do Atlântico, pioneira a ser realizada no ano-calendário 2011/2012 do Ranking Nacional da ACNB, está de volta e a primeira exposição -- não obrigatória -- já aconteceu na Fenagro Bahia. 

As exposições contabilizadas para a primeira edição da Copa do Atlântico, contaram com a participação de 619 animais, de três estados do país: Espírito Santo, Rio de Janeiro e Bahia disputando os campeonatos de melhores criadores, expositores e animais (ouro, prata e bronze). Segundo o gerente do Ranking Nacional,  Marcos Pertegato "o intuito das Copas Inter-Regionais é promover a integração entre criadores e expositores das regiões participantes". 

Para contabilização dos campeonatos da 2ª Copa do Atlântico é considerado 01 (um) resultado alcançado pelo expositor, animal e/ou criador em exposições oficiais da ACNB em cada uma das regiões participantes (Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro), durante o ano calendário de exposições (ACE) 2012/2013, mais os resultados obtidos na Expoinel Bahia, Expoinel Espírito Santo e Expoinel Rio de Janeiro, desprezando-se os demais. Vale ressaltar que a Copa do Atlântico acompanha o calendário do Ranking Nacional.

A disputa entre os Estados participantes contribui para a melhoria da qualidade dos  animais.  Segundo o gerente geral da RM Nelore, Fernando Oliveira, que conquistou a medalha de ouro no campeonato melhor expositor da primeira edição: "A Copa do Atlântico agregou à RM Nelore em diversos fatores, pois proporcionou uma maior interação e união entre os criadores e expositores dos três estados participantes. Essa competição saudável, sempre será de muito proveito para a pecuária nacional, sendo difusor de genética e estreitando a busca permanente pela qualidade da estrutura e raça dos animais da região". ''A RM Nelore parabeniza a todos que participaram e a todos que colaboraram para esse acontecimento, em especial a ACNB, que apoia e incentiva a interação da pecuária seletiva", completa Fernando.

Para a criação de uma Copa Inter-Regional as associações estaduais/regionais envolvidas devem encaminhar a solicitação de criação da copa por escrito, à diretoria da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB).

Detalhes do regulamento,  acesse: http://nelore.org.br/Ranking/Regulamento
Confira resultados parciais: http://www.nelore.org.br/Ranking/Resultado 
selecionar Copa do Atlântico

Não fique fora desta! participe!

Dr. Reinaldo Caravellas - Proprietário da RM Nelore.

Mapa atualiza padrões de identidade e de qualidade de forrageiras


Normas e padrões para produção e comercialização de sementes de espécies forrageiras de clima tropical, bastante utilizadas em pastagens, na produção de forragem e na adubação verde, estão em revisão. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou no Diário Oficial da União, nesta segunda-feira, 28 de janeiro, projeto de Instrução Normativa (IN) que revê toda a norma atual, adequando-a às inovações tecnológicas do setor. Além disso, a norma regula a relação de sementes nocivas proibidas, de sementes nocivas toleradas e seus limites máximos.
Depois de atualizações pontuais em 2010, 2011 e 2012, o Mapa vai revisar toda a normativa. Durante 60 dias, a Coordenação de Sementes e Mudas (CSM) receberá contribuições, tecnicamente fundamentadas, de órgãos, entidades e pessoas físicas interessadas no assunto.
O objetivo da consulta pública é permitir a ampla divulgação e o recebimento de sugestões à norma. As contribuições devem ser encaminhadas, por escrito, para o endereço eletrônico csm@agricultura.gov.br ou por correio.
Informações :  0800 704 1995

Imagem: Folha do Fazendeiro

Empresa agrícola eleva participação na balança


Os números finais da balança comercial do ano passado indicam que o período foi bom para as empresas do agronegócio e ruim para as de mineração. Enquanto estas perderam participação, as primeiras avançaram. Tomando como base as 50 principais empresas exportadoras do Brasil, 19 são do agronegócio.
 
As vendas externas delas atingiram 17% do total das exportações brasileiras do ano passado, acima dos 15,3% de 2011.No mesmo período, a soma da participação das empresas de mineração colocadas entre as 50 principais recuou para 16,3%, ante 20% em 2011.
 
Os dados são do Ministério do Desenvolvimento e mostram que a grande perda no setor de mineração ocorreu com a Vale, que teve as receitas reduzidas para US$25,6 bilhões, 26% menos do que os US$34,7 bilhões de 2011.
 
No setor agrícola, a Bunge Alimentos liderou a lista das principais exportadoras, somando US$6,32 bilhões, 3% menos do que em 2011.
Os grandes destaques no ano passado no setor de agronegócio ficaram para a Nidera Sementes e a Louis Dreyfus Commodities. A primeira vem ganhando posição ano a ano na lista das grandes exportadoras e já ocupa o 27º lugar. Só no ano passado, a Nidera cresceu 46%. A Dreyfus, 30%.
 
No setor de carnes, a maioria das empresas teve estabilidade nas receitas do ano passado, em relação ao anterior. Mas BRF Foods e Sadia juntas exportaram US$5,2 bilhões, com aumento de 8%. A JBS conseguiu alta de 12%.
 
Entre as importadoras do setor de agronegócio se destacam as participações de Syngenta, Basf e Bayer, acompanhadas das indústrias de fertilizantes. As empresas do setor de máquinas e equipamentos agrícolas também estão entre as principais da lista de importadoras.
 
A John Deere comprou o correspondente a US$963 milhões no ano passado, 23% mais do que em 2011. Já a CNH Latin America importou o correspondente a US$733 milhões em 2012, uma alta de 3% sobre 2011.

Agronegócio se mantém como sustentáculo da Balança em 2013


Mesmo com a crise que afeta os mercados dos países desenvolvidos e os preços em dólar mais baixos das commodities agrícolas, o agronegócio vai continuar sendo o principal destaque da balança comercial do País em 2013.

Projeções feitas pela RC Consultores a partir de dados consolidados divulgados pela Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio mostram que as exportações do agronegócio somaram US$ 84,1 bilhões no ano passado e responderam por 34% das vendas externas do País. Sem a contribuição do agronegócio, a balança comercial no lugar de ter um resultado positivo de US$ 17,9 bilhões teria um déficit de US$ 53 bilhões.

Para este ano, a consultoria projeta que as exportações do agronegócio atinjam US$ 81,3 bilhões e representem 33,8% das vendas externas totais. E o saldo comercial do agronegócio some US$ 70,4 bilhões. "Mesmo um pouco menor, o agronegócio vai segurar a balança comercial", prevê Fabio Silveira, sócio-diretor da consultoria. Em 2012, o saldo comercial do agronegócio foi ligeiramente maior e atingiu US$ 72,8 bilhões.

O economista observa que neste ano cada vez mais as apostas estão concentradas no agronegócio como pilar da balança comercial. O saldo comercial projetado para os bens intermediários em 2013, o único setor depois do agronegócio que contribuiu nos últimos tempos positivamente para o resultado da balança comercial, deve cair pela metade, de US$ 6,4 bilhões para algo em torno US$ 3 bilhões.

"O saldo dos bens intermediários murchou e o agronegócio ainda segura a balança", diz Silveira. Ele explica os preços em dólar no mercado externo estão num patamar mais baixo, mas ainda são bons por causa da competitividade do agronegócio brasileiro, especialmente no caso da dobradinha milho/soja. Sozinho, o complexo soja, que engloba grão, óleo e farelo, responde por um terço das vendas externas do setor.

Dúvidas.
As dúvidas manifestadas recentemente por economistas de que a falta de chuvas que afetou o nível de reservatórios e que poderia ter impactos sobre a produção agrícola cada dia mais remotas. "A safra está praticamente garantida", afirma o analista sênior da consultoria Safras & Mercados, Paulo Molinari. Na sexta-feira a consultoria divulgou uma nova estimativa da safra de soja para este ano, que deve atingir 84,68 milhões de toneladas. No ano passado, a produção foi de 67,76 milhões de toneladas. Uma safra maior garante um resultado comercial mais relevante, mas, por outro lado, piora a questão do frete.

Por enquanto, os agricultores do Mato Grosso que já começaram a colheita relataram que as chuvas ocorridas nas últimas semanas podem dificultar a entrada das máquinas no campo e afetar a qualidade do grãos. "Existe uma perda entre 10% a 15% na região de Sorriso por causa da chuvas, mas é localizada", conta o presidente da Cooperativa Agropecuária e Industrial Celeiro do Norte (Coacen), Gilberto Perusi. Mas essa perda localizada pode ser compensada pelos ganhos de produtividade em outras regiões.

Capitalização.
Um indício de que este será mais um ano de capitalização para os produtores aparece na projeção de crescimento da Agrale, fabricante nacional de tratores. Segundo Flávio Alberto Crosa, diretor de vendas da empresa, a perspectiva é ampliar em 5% as vendas. No ano passado, a empresa cresceu 14,8% as vendas, puxadas especialmente pelos tratores pesados que normalmente são usados pelos grandes agricultores que cultivam grãos. "O produtor está capitalizado e interessado em ampliar a área e renovar as máquinas", afirma Crosa. 


Projeto vai promover recuperação de área produtiva degradada


Recuperar áreas produtivas degradadas com a promoção de alternativas sustentáveis de produção agropecuária para o Bioma Amazônia. Esse é o objetivo do Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas da Amazônia (PRADAm), em fase de implementação pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO do Brasil).

Para promover a adoção das boas práticas agropecuárias e de sistemas sustentáveis de produção, serão criadas unidades de teste e demonstração e unidades de referência tecnológica, utilizadas como exemplo de produção sustentável. A criação do programa foi realizada pela Coordenação de Manejo Sustentável dos Sistemas Produtivos (CMSP) da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC) do Mapa.

De acordo com o coordenador da CMSP, Elvison Ramos, essas unidades serão instaladas prioritariamente nos municípios localizados no chamado "arco do desmatamento da Amazônia" e "territórios da cidadania", com possibilidade de serem replicadas em outras localidades. “Queremos viabilizar alternativas de produção sustentável para região, de forma a auxiliar na redução do desmatamento da floresta e contribuir para o desenvolvimento de uma agricultura de baixa emissão de gases de efeito estufa”, explica.

As áreas de atuação do Projeto com o apoio do PRADAm ainda serão definidas. Com base em informações dos Grupos Gestores Estaduais do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) e do estudo Terra Class, consultores vão analisar a área produtiva degradada na Amazônia que pode ser beneficiada pelo projeto. Além disso, eles vão propor os lugares estratégicos para a instalação das unidades demonstrativas e prepararão uma série de ações de capacitação sobre as tecnologias previstas pelo Plano ABC.

Segundo Ramos, técnicos e produtores rurais serão capacitados em tecnologias de recuperação de áreas de pastagens degradadas e de produção agropecuária sustentável. Dentre as boas práticas agropecuárias estão o Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, Sistemas Agroflorestal e Silvipastoril e Sistemas de Plantio Direto.

O PRADAm também atende as demandas previstas pelo Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm).


Empréstimos pelo Pronamp têm alta de 59,4% na safra 2012/13


As contratações de financiamentos por meio do Programa de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) somaram R$ 6 bilhões entre julho e dezembro do ano passado, o que representa uma alta de 59,4% sobre os mesmos meses de 2011, quando o total foi de
R$ 3,79 bilhões. Os dados são do Departamento de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).


O aumento substancial dos recursos no período pode ser creditado à elevação do limite de financiamento de custeio por produtor de R$ 400 mil para R$ 500 mil, segundo o secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller. “A redução da taxa de juros de 6,25% no período 2011/12 para 5% na safra atual e a elevação da renda bruta anual de R$ 700 mil para R$ 800 mil [para enquadramento no Programa] também são fatores que explicam esse valor expressivo de contratações pelos médios produtores rurais”, explicou.

A maior alta foi em relação aos contratos referentes aos financiamentos de custeio, que somaram R$ 4,59 bilhões, um acréscimo de 64,3% sobre os mesmos meses de 2011 (R$ 2,79 bilhões). Os de investimento totalizaram R$ 1,46 bilhão e aumentaram 32,4%, no período. Ao todo, os recursos liberados entre julho e dezembro de 2012 representam 54,2% dos  R$ 11,15 bilhões disponíveis na safra 2012/13. 

A avaliação das contratações do crédito agrícola, atualizada mensalmente, é realizada pelo Grupo de Acompanhamento do Crédito Rural, coordenado pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa.


Mapa estimula produtores rurais a aderirem PI Brasil



A Produção Integrada Agropecuária (PI Brasil) desenvolvida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), destinou, desde o ano 2000, R$ 26 milhões em 150 projetos, que envolvem 30 cadeias produtivas agrícolas em diferentes regiões do Brasil.

A PI Brasil, em conjunto com instituições parceiras, é um sistema de produção sustentável baseado nas boas práticas agrícolas. O sistema gera alimentos seguros e outros produtos de alta qualidade, mediante a aplicação de recursos naturais e a substituição de insumos poluentes, garantindo a sustentabilidade e viabilizando a rastreabilidade da produção agropecuária.

Os produtores são auditados por empresas certificadoras credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para garantir a qualidade dos alimentos e demais produtos agrícolas. O produtor que obter a certificação pode utilizar o selo “Brasil certificado Agricultura de Qualidade” em seus produtos.

Para se certificarem, os produtores devem seguir Normas Técnicas Específicas construídas em parceria com a pesquisa, extensão e demais agentes da cadeia produtiva, trazendo consigo, além da garantia de um produto diferenciado, a redução dos custos de produção e consequentemente maior rentabilidade para os produtores brasileiros. Atualmente, existem 16 Normas técnicas específicas publicadas sobre o tema. Para 2013, a intenção é publicar mais 10 normas.

A adesão ao PI Brasil é voluntária. O produtor que optar pelo sistema terá que cumprir as normas técnicas de cada cultura ou grupo de culturas. As normas estão relacionadas à capacitação de trabalhadores rurais, monitoramento da lavoura, rastreabilidade e responsabilidade social e ambiental.

A intenção do Mapa é estimular o setor produtivo a aderir o sistema de produção sustentável, dando garantias de um produto de qualidade mais saudável”, ressalta o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Caio Rocha.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Acordo com União Europeia sobre bem-estar de animais vai melhorar qualidade da carne


Brasil e União Europeia vão constituir grupo de trabalho para intercâmbio regular de informações e cooperação técnica para o bem-estar de animais de produção.  A assinatura do acordo foi assinada hoje (24), durante a 6ª Cúpula Brasil-União Europeia, que ocorreu no Palácio do Planalto.

Segundo o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Célio Porto, os técnicos brasileiros terão oportunidade de trocar experiências com profissionais especializados no tema. “Na União Europeia estão os mais avançados na área”, disse.

O bem-estar de animais de produção se refere aos cuidados que devem ser tomados com os animais, desde o nascimento até o momento do abate. De acordo com o Mapa, o manejo inadequado, além de causar estresse e sofrimento desnecessário, afeta diretamente a qualidade da carne em fatores como cor, pH, consistência e tempo de prateleira, entre outros.

Porto destacou ainda, que o Brasil ainda tem “duas pendências” com a União Europeia em relação às exportações de carne bovina. A primeira trata da exigência de certificação individual de propriedades, que não é cobrada de outros países. “Não tem fundamentação científica”, argumentou o secretário.

O secretario do Mapa disse que o número de propriedades credenciadas para exportar carne bovina para a União Europeia caiu de 12 mil para cerca de 3 mil após a exigência da certificação.

A outra pendência, de acordo com Porto, está relacionada à cota de exportação de cortes nobres, que o Brasil não consegue atingir nem 10% devido à exigência de que o gado seja alimentado 100% por pastagem.  Fonte: Agência Brasil


Campo é tema de escolas de samba do Rio e de São Paulo


Celeiro do mundo, cavalo mangalarga marchador e uva e vinho serão alguns dos temas das escolas do Rio de Janeiro e de São Paulo.

No Rio, a Vila Isabel destaca o Brasil como celeiro do mundo. É um tema rural em plena cidade. Maurício Russomano, executivo da Basf, empresa que patrocina a escola, diz que a ideia é atingir o público não familiarizado com o dia a dia do campo.

Para Wilson da Silva Alves, presidente da escola, o foco é expor uma ideia homenageando o produtor. Diego Bertolini, do Ibravin (instituto do vinho), que patrocina a Vai-Vai de São Paulo, diz que a ideia é mostrar que o vinho pode ser consumido em qualquer hora e em qualquer lugar. 

Em 2006 a raça Nelore também foi tema de samba- enredo do carnaval brasileiro. Com o tema  "Do Boi Mítico ao Boi Real - De Garcia D'Ávila na Bahia ao Nelore - O Boi que Come Capim - A saga da Pecuária no Brasil para o Mundo" a escola paulista Império de Casa Verde, levou o título daquele ano, com a figura do boi valorizada nas alegorias.


Mapa esclarece caso não clássico de EEB ao Irã



Uma comitiva técnica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estará em Teerã, no Irã, nos dias 26 e 27 de janeiro, atendendo à solicitação do governo daquele país para apresentar esclarecimentos sobre o caso não clássico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB).

 A missão brasileira será composta pelos diretores de Saúde Animal, Guilherme Marques, e de Negociações Sanitárias e Fitossanitárias, Lino Colsera, que se reúnem com diretores de saúde animal e técnicos sanitários do Irã.

A reunião no Irã faz parte das ações do governo brasileiro para intensificar os esclarecimentos aos seus parceiros comerciais sobre o caso não clássico de EEB. Após a explicação do caso à OIE e à OMC e a remessa de documentação às autoridades sanitárias dos países compradores da carne bovina produzida no Brasil, o governo brasileiro intensifica a agenda de encontros presenciais com aqueles que interromperam as compras.

Nesta quarta-feira, 23 de janeiro, Catar e Bielorrússia também suspenderam a compra de carne bovina do Brasil. No total, doze países fizeram restrições ao produto brasileiro: Japão, China, África do Sul, Arábia Saudita, Coréia do Sul, Taiwan, Peru, Bielorrússia e Catar (de todo o Brasil); Líbano e Jordânia (somente do Paraná); e Chile (somente farinha de carne e de osso).

Essas nações representam cerca de 5% das exportações de carne bovina em 2012, não afetando a balança comercial da pecuária brasileira. Até a terceira semana de janeiro deste ano, os embarques do produto para o exterior aumentaram 45,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic).



quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

ANCP vai comemorar 25 anos do Programa Nelore Brasil em abril de 2013


A Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP) irá promover no dia 5 de abril de 2013, no Hotel JP, em Ribeirão Preto (SP), um evento comemorativo pelos 25 anos do Programa Nelore Brasil, durante o qual também será realizado o 19º Seminário Nacional de Criadores e Pesquisadores e o lançamento do 21º Sumário de Touros das Raças Nelore, Guzerá, Brahman e Tabapuã.

A programação terá palestras de importantes criadores e pesquisadores, além de diversos debates sobre melhoramento genético. Será feita uma homenagem especial aos profissionais que fizeram parte da trajetória de 25 anos do programa, seguida de um brunch de encerramento. As inscrições já estão abertas no hot site do evento e são gratuitas.

O Programa Nelore Brasil teve início em junho de 1988, com a primeira reunião entre pesquisadores da USP de Ribeirão Preto e um grupo de criadores dos estados de Minas Gerais e São Paulo. O principal objetivo é subsidiar os criadores com ferramentas de seleção, buscando maximizar o ganho genético e a lucratividade de seus rebanhos.

Para esclarecimento de dúvidas ou receber mais informações sobre o seminário, entre em contato pelo do telefone  (16) 3877-3260  ou pelo link: http://www.ancp.org.br/hotsite/19seminario/index.php


Produtores rurais contratam R$ 59,8 bilhões na safra 2012/13



Com um total de R$ 59,8 bilhões contratados entre julho e dezembro do ano passado, os empréstimos para a agricultura empresarial atingiram 52% dos R$ 115,25 bilhões previstos pelo Plano Agrícola e Pecuário 2012/13. O resultado representa um crescimento de 14,5% em relação à igual período de 2011, quando foram aplicados R$ 52,3 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), nesta quarta-feira, 23 de janeiro.

Gráfico mostra evolução do crédito agrícola desde a safra anterior;
gráfico em tamanho maior: http://www.agricultura.gov.br/politica-agricola/noticias/2013/01/produtores-rurais-contratam-rs-59-bilhoes-na-safra-201213


De acordo com o secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller, o resultado é proveniente das medidas para facilitar o acesso aos empréstimos junto aos bancos. "Além de condições melhores para adquirir financiamentos, como aumento do teto da renda bruta para enquadramento em programas de governo, houve recentemente redução da taxa de juros para fomentar as aquisições em linhas de investimento", afirmou.

O Programa de Sustentação do Investimento (PSI-BK) foi um dos destaques, somando de julho a dezembro de 2012 o montante de R$ 4,7 bilhões para a aquisição de máquinas agrícolas, equipamentos de irrigação e estruturas de armazenagem. O resultado dessa modalidade – R$ 1,4 bilhão superior aos mesmos meses de 2011 – é devido à redução da taxa de juros, que é de 3% ao ano atualmente.

Com novo recorde, o Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) alcançou
R$ 1,7 bilhão, o que representa metade dos R$ 3,4 bilhões previstos para a safra atual. Pelo Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), os financiamentos de custeio atingiram R$ 4,59 bilhões, enquanto as aplicações para operações de investimento totalizaram R$ 1,46 bilhão.


As cooperativas também ampliaram a contratação de recursos entre julho e dezembro do ano passado, com R$ 388,5 milhões por meio do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop), alta de 60,7% sobre o mesmo período de 2011.

A avaliação atualizada mensalmente das contratações do crédito agrícola é realizada pelo Grupo de Acompanhamento do Crédito Rural, coordenado pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa.



Brasil desenvolve 1º caminhão extra pesado da Ford no mundo


A Ford apresentou há pouco, simultaneamente no Brasil e na Turquia, o primeiro caminhão da companhia no segmento extra pesado, com capacidade de tração para carregar acima de 47 toneladas e com motor acima de 400 cv. O modelo, que será lançado até outubro no País, foi desenvolvido nos estúdios da companhia em Camaçari, na Bahia, e já começa a ser vendido hoje (23) no mercado europeu.

De acordo com Oswaldo Jardim, diretor de operações da Ford da América do Sul, os investimentos no projeto encerram metade do ciclo de R$ 670 milhões previstos pela Ford para o setor de caminhões no Brasil entre 2011 e 2015.

Além do Brasil, o veículo deve ser exportado para a Argentina, na América do Sul, mas não há planos para a venda do extra pesado na América do Norte. Segundo Jardim, o segmento de extra pesados já representa 40% da receita dos veículos comerciais no Brasil, com um faturamento de R$ 10,8 bilhões no País em 2012.

Em número de veículos, o segmento respondeu por 24,6% do total de caminhões, com 33,7 mil unidades. "Isso justifica a entrada da montadora nesse segmento que apresenta mais receita e mais margem e que deve responder por até 30% do setor até o final da década", disse Jardim.

A montadora aposta que a melhoria nas estradas brasileiras e a logística mais sofisticada, além das obras de infraestrutura, devem ajudar no crescimento do segmento de extra pesados no Brasil. "O Brasil é um país vigoroso, deve crescer de 3% a 4% ao ano e a produção de caminhões deve avançar em 10% ao ano nos próximos quatro anos", justificou Jardim.

A Ford não revelou ainda a motorização e nem o preço do modelo que será lançado até outubro, mas um protótipo apresentado hoje tem motor com 420 cavalos de potência. Na Europa, o motor utilizado é da FPT, que é uma subsidiária da Fiat Industrial. 


Agronegócio rendeu US$ 481 bi desde 2000


O ano passado foi bom para as exportações do agronegócio brasileiro. Mas poderia ter sido ainda melhor se o preço médio dos produtos comercializados não tivesse caído 2,9% em dólar. Já a demanda externa foi firme, com aumento médio de 8,6% no volume exportado. Os dados são do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

O resultado dessa demanda externa permitiu um saldo comercial de US$ 97 bilhões no setor em 2012, uma marca históricaO agronegócio continua sendo um forte sustentáculo para as contas brasileiras. De 2000 para cá, o saldo líquido da balança comercial desse setor atingiu US$ 481 bilhões. O volume exportado subiu 190%. Já os preços externos tiveram evolução de 118%.

Nos dois últimos anos, os preços médios em dólar dos produtos do agronegócio atingiram patamar recorde em abril de 2011. Em seguida, os preços perderam força, voltando a subir no início do ano passado. No segundo semestre, voltaram a cair.

Para Geraldo Sant'Ana de Camargo Barros, professor titular da Esalq/USP, o comportamento das exportações do agronegócio neste ano depende essencialmente da evolução da produção interna e da demanda externa.

As perspectivas de produção para 2013 apontam para um crescimento de cerca de 10% para as lavouras, com os produtores animados com os preços de várias commodities, ainda considerados remuneradores. "A demanda externa deve seguir firme, embora com crescimento menos acelerado, permitindo antecipar, com certa segurança, volumes e preços nos patamares do ano anterior, em média", diz Camargo Barros.

Essas considerações levam a imaginar exportações entre US$ 90 bilhões e US$ 100 bilhões. "Entretanto, deve-se manter cautela porque em anos recentes tem havido forte impacto de eventos climáticos extremos, comprometendo grandes volumes de produção e afetando marcantemente os preços."

Os países que sofrerem tais eventos vão ter perdas significativas. Os que não, evidentemente serão beneficiados. O fator sorte pode tornar-se determinante. 


Ministério discute escoamento de produção no Mato Grosso


Secretário de Política Agrícola do Mapa reitera apoio da pasta às necessidades dos produtores rurais

O escoamento da produção de grãos brasileira é uma das atenções do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para a safra 2012/13. Para tratar sobre o tema, o secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller, e o diretor executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira, encontrarem-se nesta terça-feira, 22 de janeiro, em Brasília.

O deslocamento da produção agrícola do Mato Grosso foi a principal pauta da reunião. De acordo com Edeon, é fundamental que as obras em andamento em rodovias no estado não sejam interrompidas. “Pela BR 158, por exemplo, foram escoadas 500 mil toneladas de grãos em 2012. Com a conclusão dos trabalhos, será possível aumentar esse número para 2 milhões de toneladas”, afirmou.

“Essa questão será tratada com o Ministério dos Transportes e a Casa Civil. É importante mostrar a importância da manutenção dessas obras no Centro-Oeste”, afirmou o secretário Geller. O estado é o maior produtor de grãos do Brasil na safra 2011/12, com 40,3 milhões de toneladas.

Abaixo mais um exemplo de problemas na infra-estrutura no país. A imagem foi enviada pelo zootecnista e técnico da Nelore Goiás, Rafael Teixeira, em situação complicada na GO 194 que liga o município de Mineiros/GO à Ponte Branca/MT.



CADE aprova aumento da participação do BNDES no Marfrig


O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, o aumento de participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na empresa alimentícia Marfrig.

No negócio, a BNDESPAR, subsidiária do banco estatal, passa a deter 19,63% do capital social da Marfrig, ante uma fatia de 13,94%. Essa elevação será feita por meio de conversão de parte de debêntures da BNDESPAR em ações do frigorífico. Ao analisar o caso, a Superintendência-Geral do Cade concluiu que a operação “não acarretará mudança no controle da Marfrig, que continuará sendo exercido pela MMS Participações”, diz o parecer.

Além disso, segundo o documento, a BNDESPAR não terá mais poder na administração da companhia de alimentos por causa do negócio. Os direitos detidos pela subsidiária do banco serão os mesmos existentes sem a operação. Dessa forma, não há alterações no cenário concorrencial, avaliou o órgão antitruste.

O caso, notificado ao Cade em dezembro do ano passado, foi julgado pela nova lei de defesa da concorrência. Por ser considerado simples do ponto de vista concorrencial, basta o despacho da Superintendência do órgão publicado hoje no Diário Oficial da União para autorizar as empresas a realizarem o negócio.

Na esfera política, a relação entre Marfrig e BNDES, no entanto, está sendo questionada. A operação foi discutida no Congresso Nacional e deputados podem criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades.

Em 2010, o BNDES adquiriu R$ 2,5 bilhões em debêntures obrigatoriamente conversíveis em ações da Marfrig. O banco estatal faria essa operação de conversão em 2015, a um preço por ação determinado no contrato. Mas isso poderia ser feito antes, caso o frigorífico fizesse uma emissão de ações – o que aconteceu no ano passado.

O BNDES, portanto, poderia converter todas essas debêntures a um preço mais baixo do que o anteriormente combinado, aumentando ainda mais a sua participação na empresa. Isso, entretanto, não foi feito. E quando a conversão for completamente realizada, em 2015, será mais desvantajosa para o banco. Fonte: jornal Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.




IBGE: IPCA-15 fica em 0,88% em janeiro, ante 0,69% em dezembro


A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) ficou em 0,88% em janeiro, após alta de 0,69% em dezembro. O resultado foi divulgado há pouco, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado anunciado hoje, a taxa acumulada em 12 meses ficou em 6,02%.

Os gastos com alimentos e bebidas subiram 1,45% em janeiro, segundo o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial no mês. Como resultado, o grupo foi responsável pelo maior impacto na inflação, com uma contribuição de 0,35 ponto porcentual para a taxa de 0,88% registrada no IPCA-15 de janeiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em dezembro, o grupo alimentação e bebidas tinha registrado alta de 0,97%. 

A aceleração no ritmo de aumento de preços dos alimentos foi causada por itens importantes no orçamento das famílias, como hortaliças (de 2,67% em dezembro para 6,48% em janeiro), feijão-carioca (de -0,10% para 6,25%), tomate (de 0,72% para 6,02%), cebola (de -5,97% para 5,61%), frango (de 4,16% para 5,61%), frutas (de 1,27% para 2,22%), carnes (0,47% para 1,12%) e refeição fora de casa (de 0,58% para 0,95%). 


Inflação medida pelo IPC-S fica em +1,03%


A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) ficou em 1,03% na terceira quadrissemana de janeiro, informou há pouco a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No período anterior, encerrado em 15 de janeiro, a alta dos preços foi de 0,89%.

Apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, na comparação da segunda com a terceira quadrissemana de janeiro, cinco das oito classes de despesas que compõem o IPC-S: Alimentação (de 1,78% para 2,08%), Educação, Leitura e Recreação (de 2,09% para 2,80%), Habitação (de 0,32% para 0,42%), Despesas Diversas (de 3,24% para 3,82%) e Vestuário (de 0,13% para 0,17%).

O item tomate, mais uma vez, apresentou forte aceleração e figurou novamente entre as principais influências positivas que pressionaram a alta do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), divulgado nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV). 

Na comparação da segunda com a terceira quadrissemana de janeiro, o tomate acelerou a alta de 16,31% para 27,28% - na primeira quadrissemana de janeiro, esse item registrava avanço de 8,77%. 

A FGV também destacou o comportamento dos itens hortaliças e legumes (de 11,20% para 16,81%), dentro do grupo Alimentação.

imagem: divulgação OBA