terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Nelore Fest premia os melhores pecuaristas do ano


A tradicional Nelore Fest, conhecida como Oscar da Pecuária, aconteceu na primeira quinzena de dezembro na capital paulista e reuniu os principais representantes de um dos setores de maior importância para a economia nacional - a pecuária que movimenta 29,6 % do PIB nacional, segundo dados do Ministério da Agricultura.

Mais de 400 convidados estiveram presentes na elegante festa da família Nelorista que prestigiou os melhores do ano com premiações inéditas e homenagens que emocionaram.

O evento, comandado pela apresentadora e editora executiva do jornal Leitura Dinâmica, Erica Reis, começou com a assinatura do protocolo de intenções para a expansão do trabalho do Programa Nelore Natural para todas as unidades Marfrig do país.  O documento foi assinado pelo presidente da ACNB, Pedro Gustavo Novis e pelo presidente da Marfrig , Marcos Molina. O compromisso assinado na abertura da cerimônia, visa a expansão do trabalho e fortalecer ainda mais a raça Nelore e seus criadores.

A aguardada solenidade começou com a entrega dos troféus aos campeões da 11 º edição do Circuito Boi Verde de Julgamentos de Carcaças.  A equipe de compra de gado do Marfrig de Bataguassu - MS foi a vencedora pelo quarto ano consecutivo, do campeonato Melhor Compra de Boi, e o Campeão Melhor Lote de Carcaças foi Andre Ribeiro Bartocci, da Fazenda Nossa Senhora das Graças, no município de Caarapó, no Mato Grosso do Sul que também levou pra casa um par de ingressos para um jogo do Brasil na copa do mundo de 2014, presenteado pelo Marfrig.

A primeira categoria do Oscar da Pecuária foi para a Socil Nutrição Animal que levou o prêmio "Excelência no Agronegócio" , recebido por seu presidente Nilton Perez. O Oscar "Nova Geração" foi entregue  a Paulo Afonso Frias Trindade Junior, que está a frente de um criatório que em pouco tempo se tornou referência nas pistas do Brasil.

José Luiz Niemeyer dos Santos, vice-presidente da ACNB entregou o Oscar da categoria "Incentivador da Raça" para Jonas Barcellos Correa Filho, também conhecido como "embaixador do Nelore"

 Aplaudido de pé pelos presentes, o Sr. Fernando Penteado Cardoso recebeu emocionado, o Oscar de "Criador Modelo", por sua excepcional contribuição a raça Nelore. Outra categoria que emocionou foi "20 anos do Ranking Nacional" entregue a Aprígio Lopes Xavier , conhecido como o pai do ranking. Aprígio contribuiu com a criação e formatação das primeiras regras dos campeonatos.

Com quase 50 anos de seleção do Nelore, a categoria do Oscar "Família Nelorista" foi para a família Terra Boa do criatório que é modelo em seleção genética, preservação dos recursos naturais, bem estar animal e responsabilidade social.  A Família Terra Boa estava em peso no palco com José Luiz Niemeyer, Maria Clara, Olivia Augusta Niemeyer dos Santos e Antonio Carlos Montenegro.

O Oscar da Pecuária na categoria  “Compromisso com o Nelore”  foi para o empresário Marcos Molina dos Santos, fundador e presidente da Marfrig Alimentos por sua contribuição e incentivo a um dos setores que mais movimentam a economia nacional e o deputado estadual em Mato Grosso , Mauro Savi,  levou a categoria "Amigo do Nelore".

Outro felizardo  que recebeu o outro par de ingressos oferecido pelo frigorífico Marfrig foi José Mirandola Filho, da Fazenda Prudentão , de Baraguassú - MS que também levou o prêmio Destaque do Ano - Nelore Natural , na categoria Produtor.

A cadeia produtiva da carne bovina foi representada por selecionadores de genética, criadores, recriadores, invernistas, confinadores, frigoríficos, assessores pecuários, consultores de campo, técnicos e pesquisadores.  Grandes empresários e investidores do mercado agropecuário e de capitais estiveram presentes neste glamouroso evento.  

Algumas homenagens internacionais aconteceram durante o evento.  Osvaldo Monastério Rék  foi o melhor expositor de Nelore e Nelore mocho do Ranking Nacional das raças zebuínas da Bolívia, que tem utilizado em larga escala a genética do Nelore brasileiro.  A homenagem para o melhor criador de Nelore Mocho boliviano ficou com Osvaldo Monastério Nieme. O melhor criador de Nelore em 2013 na Bolívia foi Mario Ignacio Anglarill Serrate.

O troféu Medalha de Ouro na categoria melhor Novo Expositor Nelore e melhor Novo Criador Nelore foi recebido por Jaime Pinheiro, da agropecuária Vila dos Pinheiros, que levou várias taças em categorias de animais e demonstra a importância de investir em genética de qualidade.  Entre as medalhas que a Vila dos Pinheiros levou pra casa, Ouro para linda Braveshi FIV Agro JB como melhor fêmea adulta e ouro na categoria melhor macho adulto Nelore com o Gardel Fiv da Sabiá, entre outras.

As medalhas de ouro nas categorias Melhor Expositor e Melhor Criador Nelore conquistadas na 2ª edição da Copa do Atlântico foram entregues a Agrobilara-Grupo Monte Verde , do pecuarista Felipe Picciani, que comemorou duplamente.

O prêmio de melhor Expositor Nelore da 1ª edição da Copa Paraná-São Paulo ficou com a Agropecuária Modelo e quem recebeu a medalha de ouro foi José Luis Saraiva,  Maria Fernanda e  Gustavo Machado. Já a medalha de ouro do Melhor Criador nelore desta copa ficou com Dorival Antônio Bianchi.

Mais que aguardado, os troféus do Ranking Nacional Nelore Mocho 2012/2013 teve tripla comemoração, pois uma das pecuaristas mais premiadas da noite, a criadora Dalila Botelho de Moraes Toledo levou as medalhas de ouro nas categorias de Melhor Expositor e Melhor Criador Nelore Mocho pelo segundo ano consecutivo, além de ter levados várias medalhas de ouro nas categorias do animais, como por exemplo, a medalha de ouro Melhor Fêmea Jovem Nelore Mocho com a belíssima Poliana da Car;

Outro aguardado e importante troféu da noite foi a medalha de Ouro na categoria Melhor Expositor Nelore entregue a Jaime Pinheiro , da agropecuária Vila dos Pinheiros
A Rima Agropecuária recebeu o troféu de Melhor Criador da Raça Nelore, do Ranking Nacional Nelore 2012/2013,  entregue pelo presidente da ACNB, Pedro Gustavo Novis, encerrando as láureas da noite.

A premiação também prestigiou os melhores criadores e expositores de Nelore e Nelore Mocho, de cada região do Brasil. Parabéns a todos os homenageados com o Oscar da Pecuária e todos os destaques deste ano! 

Para encerrar a festa que marca o encerramento do calendário anual de atividades da Raça que valoriza os criadores e profissionais que se destacaram ao longo do ano, foram sorteados entre os presentes, uma viagem a Paris com acompanhante, oferecida pela Revista Nelore.

Ao final do evento, todos os convidados receberão um exemplar do livro : "Sinal Verde para a Carne Vermelha", de autoria do Dr. Wilson Rondó Junior, que esclarece a importância e os benefícios de se consumir carne vermelha - em especial a do Nelore criado a pasto e um vale -presente  para o exemplar do livro NELORE, A RAÇA FORTE, produzido pelo autor José Otávio Lemos , com intuito de mostrar a importância da raça Nelore na pecuária bovina tropical , que será lançado durante a expozebu que ocorre em maio de 2014. O livro é comemorativo aos 80 anos da ABCZ e 60 anos da ACNB.


Esta edição da Nelore Fest contou com o patrocínio da  DOW AGROSCIENCES, CANAL RURAL E PROGRAMA LEILÕES e com o apoio da CHEVROLET, REVISTA “O ZEBU NO BRASIL”,  MARFRIG BEEF,  REVISTA NELORE E  CLÍNICA NELSON LETIZIO. 













quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Leilões Oficiais Nelore registram crescimento em 2013

A oficialização dos Leilões Nelore promovidos no país é uma das iniciativas da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil, que visa consolidar, propagar e fomentar a genética da raça que representa cerca de 80% do maior rebanho bovino comercial do mundo . 

Os remates são grandes ferramentas de divulgação da genética de ponta que se vê hoje e a chancela de Leilão Oficial demonstra a atitude e união dos criadores em prol do fortalecimento e valorização da raça.

Além de ser um investimento é um modo de estimular o giro financeiro da economia,  pois segundo o banco de dados da Nelore do Brasil, os leilões oficiais movimentaram de janeiro a dezembro deste ano,  R$ 125.937.753,63, o que representa crescimento de 7,48% em faturamento,  quando se compara com o ano anterior.  As perspectivas de especialistas da cadeia produtiva são excelentes para 2014. 

Para o pecuarista e presidente da ACNB , Pedro Gustavo Novis, o atual cenário é positivo para mercado de leilões e genética,  e 2014 deve continuar aquecido para quem quer comprar e ofertar qualidade ". 

Muitos participantes que atuam no setor há anos, compartilham a mesma visão otimista para o ano que vem,  caso do pecuarista e presidente do Grupo Monte Verde, Felipe Picciani, "Acredito que oficializando seus leilões,  o criador além de dar credibilidade ao seu evento, ele estará fortalecendo a ACNB, e como uma associação forte, o criador terá quem defenda os interesses comuns."

Os maiores leilões da raça Nelore que ocorreram neste ano foram chancelados pela ACNB, o ano foi positivo, as empresas parceiras que oferecem vantagens exclusivas ao promotores, foram e são fundamentais para o sucesso dos Leilões Oficiais, além do apoio das associações regionais que contribuem muito em iniciativas para oficialização dos remates, explica a gerente da área, Path Franco, que tem perspectivas otimistas  para o novo ano.

O Brasil, maior exportador de carne, vem sendo favorecido pela valorização do dólar ao longo de 2013, o que ampliou a competitividade da carne bovina nacional no mercado externo.  Segundo pesquisadores do Cepea, além do câmbio favorável, a abertura de novos mercados deve contribuir com os embarques brasileiros de carne bovina em 2014. Esses dados demonstram a importância de se ofertar genética com qualidade máxima, nos leilões que acontecem pelo país.

O ministro da Agricultura, Antônio Andrade, projeta um crescimento de 15% nas exportações de carne bovina neste ano na comparação com 2012. O avanço do setor contrasta com a situação do país, já que o PIB deve crescer 1,5% no período. Fernando Sampaio, diretor da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne , lembra que a pecuária é um dos setores que mais movimentam a economia brasileira.

Leilões de gado não PO também podem ser oficializados com a chancela da ACNB. Os benefícios são os mesmos oferecidos aos leilões de animais PO, porém a taxa de oficialização é de apenas 0,25%. Ou seja, metade do percentual cobrado pela chancela de leilões de animais PO. Oficialize seu leilão em 2014! Antecipe-se e garanta resultados !!!!

Confira a agenda de Leilões Oficiais Nelore 2014 , acesse: http://www.nelore.org.br/Leiloes/Calendario



terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Agronegócio exporta US$ 93,58 bi até novembro

De acordo com a Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SRI/Mapa), as exportações do agronegócio brasileiro de janeiro a novembro deste ano somaram US$ 93,58 bilhões, valor que representa um crescimento de 5,6% em relação ao mesmo período do ano passado. As importações somaram US$ 15,7 bilhões e o saldo da balança comercial do setor foi de US$ 77,88 bilhões.

No período, os setores que mais contribuíram para o crescimento das vendas externas do agronegócio foram complexo soja (+US$ 4,85 bilhões), carnes (+1,05 bilhão), cereais, farinhas e preparações (+790,54 milhões), produtos florestais (+548,56 milhões), couros e seus produtos (+US$ 347,07 milhões).

Em termos de valor exportado, o principal setor foi o complexo soja, com US$ 30,35 bilhões, isto é, 19% superior à cifra alcançada em 2012. O segundo em destaque foi o de carnes, cujas vendas alcançaram US$ 15,39 bilhões entre janeiro e novembro de 2013.

Entre os blocos econômicos e regiões demográficas, a Ásia foi o principal destino das exportações brasileiras do agronegócio no acumulado até novembro. As vendas somaram US$ 38,74 bilhões. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve um crescimento de 19,8%.

Resultados do mês
Em novembro de 2013, as exportações do agronegócio atingiram a cifra de US$ 7,16 bilhões e as importações totalizaram US$ 1,41 bilhão. O saldo da diferença entre as exportações e importações foi de US$ 5,75 bilhões nesse mês.

O setor de carnes foi o principal em valor exportado, as vendas externas subiram 5,2% e chegaram a US$ 1,43 bilhão. O complexo soja registrou a maior expansão dentre os principais setores exportadores, com aumento de 36,5% nas vendas externas.

Quanto às exportações por blocos econômicos, as vendas aumentaram em 18,5% para os países da Aladi (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela, Cuba e Panamá); 0,6% para a Ásia e 0,2% para o Oriente Médio.




VII Leilão CP CRV Lagoa teve R$ 763 mil de faturamento

No dia 07 de dezembro foi realizado na sede da CRV Lagoa, em Sertãozinho (SP), com transmissão ao vivo pelo Canal do Boi, o VII Leilão Virtual do Centro de Performance CRV LagoaO remate ofertou 70 animais Top 30% avaliados, com média de R$ 10.902,86 e faturamento total de R$ 763 mil.

Foram comercializados dois touros Senepol, com média de R$ 67.200 e faturamento de
R$ 134.400; nove touros Aberdeen Angus (R$ 16.346 de média e R$ 147.120 de faturamento); 21 touros Nelore (R$ 10.788 de média e R$ 226.560 de faturamento); 10 touros Tabapuã (R$ 8.184 de média e R$ 81.840 de faturamento); nove touros Guzerá
(R$ 6.906 de média e R$ 62.160 de faturamento); nove touros Sindi (R$ 6.320 de média e R$ 56.880 de faturamento) e 10 touros Brahman (R$ 5.424 de média e R$ 54.240 de faturamento).

Oito reprodutores foram contratados para reforçar o portfólio da Central e tiveram 50% de sua posse comercializada no leilão:

Nelore – Heringer Marisco (1º colocado com Índice CP 16,84), filho de C 2569 da MN (Jamanta) em vaca Macuni, e Heringer Fiel (3º melhor Índice CP, com 15,44), filho de Quark em vaca Backup;

Angus – Terra Costa TE 82 (1º colocado com Índice CP de 11,75 pontos) e VPJ Black Dotty N. Worth (2º colocado, com Índice CP de 10,60 pontos);

Guzerá – Empinado S (1º colocado com Índice CP 14,59), filho de Anjo S;

Senepol – Hunter TE 3G (1º colocado, com Índice CP de 14,43 pontos);

Sindi – Diamante JNB (1º colocado Índice CP – 8,98), filho de Boris JNB;

Tabapuã – Heringer 278 (1º colocado Índice CP – 15,72), filho de Líder MB.

“Fechamos com chave de ouro a sétima edição do CP CRV Lagoa, obtendo um incremento de 30% no faturamento do leilão em relação a 2012. O mercado tem crescente demanda por animais avaliados e o CP consolida-se como uma das grandes opções de oferta. Agradecemos aos mais de 140 criadores que nos prestigiaram, enviando os seus bezerros, além dos 40 criadores que adquiriram os touros jovens no leilão”, ressalta Ricardo Abreu, gerente de produto Corte Zebu da CRV Lagoa.

E já estão abertas as inscrições para o CP CRV Lagoa 2014, quando poderão participar animais nascidos entre 1º de agosto e 30 de novembro de 2013. Informe-se pelo telefone (16) 2105-2299, pelo e-mail cp@crvlagoa.com.br ou pelo site www.crvlagoa.com.br.


Com valorização acima de R$ 200 mil, Bélgica I FIV FNT foi o animal mais caro do remate

O Leilão Ouro Bahia  foi o responsável por abrir a venda de elite da Fenagro, em Salvador, BA. No tatersal do parque de exposições, Wilson da Silva, promotor do remate, vendeu fêmeas e prenhezes por mais de R$ 1 milhão. Foram apresentados 24 lotes unitários à média de R$ 43.486.

As fêmeas conduziram as negociações. Entre as mais jovens estavam oito novilhas cotadas a R$ 48.386 e cinco bezerras a R$ 16.560. Do grupo das eradas, saíram duas vacas a R$ 149.485 cada. Os embriões, sexados de fêmeas, contabilizaram média de R$ 31.800.

O ponto alto das vendas foi a apresentação de Bélgica I FIV FNT, que teve 75% de sua propriedade arrematada por R$ 198 mil pelos criadores Ângela Leite e Antônio Cezário Neto, em parceria com o Grupo Triunfo. A fêmea de quatro anos é filha de Bélgica IPO da NI e neta da Bélgica PO da NI, matriarcas de renome na seleção da raça. O total do lote está avaliado em R$ 264 mil.

Os trabalhos foram conduzidos pelo leiloeiro João Gabriel, com organização da Programa e transmissão do Canal Rural. Pagamentos em 24 parcelas.  


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Convites esgotados Nelore Fest 2013 !!!!

O evento é conhecido como Oscar da Pecuária e reúne os principais representantes de um dos setores de maior importância para a economia nacional - a pecuária.

O evento poderá ser acompanhado, ao vivo, pelo Canal Rural, a partir das 21h desta quinta-feira! Fique ligado, é imperdível!!!



Perspectivas promissoras para exportações de carnes em 2014

Os embarques brasileiros de carnes deverão crescer em volume e receita em 2014, de acordo com as primeiras estimativas do segmento, o que tende a favorecer os resultados operacionais dos frigoríficos exportadores do país. O cenário mais promissor é o da carne bovina, cujas vendas externas poderão alcançar a marca de US$ 8 bilhões e superar as de carne de frango em receita, como em 2000 e 2006.

A previsão, quase unânime, de um dólar mais valorizado em relação ao real no ano que vem já será, por si só, um estímulo às exportações. Mas há notícias favoráveis também do lado da demanda. Tanto para a carne bovina quanto para a de frango, o acordo provisório sobre o programa nuclear do Irã, que deverá afrouxar as sanções ao país e normalizar as relações comerciais, é uma notícia positiva. E existem, ainda, perspectivas de reabertura de mercados para a carne bovina brasileira e de ampliação no caso do frango.

É por conta desse horizonte que a Associação Brasileira dos Exportadores de Carne (Abiec) prevê que as exportações de carne bovina poderão alcançar US$ 8 bilhões em 2014, um novo recorde histórico. Entre os meses de janeiro e novembro, o Brasil já exportou US$ 6 bilhões em carne bovina, de acordo com o Ministério da Agricultura. De acordo com o presidente da Abiec, Antônio Camardelli, o dólar mais valorizado deverá permitir uma ampliação da ordem de 20% nos embarques de carne bovina brasileira ao exterior 2014. Neste ano, até novembro, as exportações de carne bovina somaram 1,35 milhão de toneladas.

Para chegar a esse crescimento, a Abiec também espera reabrir mercados como Arábia Saudita e China, que proibiram as compras da carne bovina nacional no fim do ano passado devido à notificação de um caso atípico da doença da "vaca louca" no Estado do Paraná.
Além de reverter esses embargos, os exportadores também esperam entrar em mercados novos, como Mianmar e Tailândia. "Deveremos abrir algum novo mercado até o fim do primeiro semestre de 2014", afirmou Camardelli em recente entrevista.

O mercado dos Estados Unidos, para onde o Brasil deseja, há anos, exportar carne bovina in natura, é outro que poderá render boas notícias. O presidente da Abiec afirmou ter "indicativos" de que as negociações com Washington tendem a avançar. E há, finalmente, a Indonésia. O país vinha resistindo a importar carne brasileira, mas deu sinais nos últimos dias de que pode abrir seu mercado à carne bovina brasileira.

Antônio Camardelli: exportações de carne bovina poderão atingir US$ 8 bilhões



Missão russa finaliza seus trabalhos no Brasil


Terminou na última sexta-feira, 6 de dezembro, a inspeção das autoridades sanitárias da  Rússia nos estabelecimentos produtores de carnes bovinas, suínas e de aves. A missão, que teve início no dia 25 de novembro, fechou com balanço positivo.

Segundo o coordenador-geral de Inspeção do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Luiz Marcelo Araújo, os técnicos não indicaram pontos de fragilidade no sistema de defesa agropecuária.

“O balanço da missão foi muito positivo. Os russos elogiaram o trabalho desenvolvido pelos profissionais nos frigoríficos, propriedades rurais e laboratórios, além de compararem nosso sistema de defesa ao deles”, salientou Araújo.

Um relatório deve ser enviado nos próximos dias pelas autoridades daquele país. O coordenador diz acreditar que não haverá problemas já que a reunião de encerramento foi bastante favorável.




sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Setor de carnes comemora 'prioridade'

Enquanto empresas aéreas e de outros setores sofrem para repatriar seus dólares ou receber pelas exportações feitas à Venezuela, os frigoríficos brasileiros têm motivos para comemorar. As vendas para o país vizinho dispararam neste ano, na contramão do comércio bilateral.

Os frigoríficos do Brasil se beneficiam de uma combinação perfeita para quem quer fazer negócios com a Venezuela chavista: fazem parte de um setor que Caracas considera prioritário, fecham a maior parte de suas vendas diretamente com o governo e têm sede em um "país amigo", o que diminui os atrasos na remuneração.

Entre janeiro e outubro deste ano, as exportações de carne bovina para a Venezuela subiram 91%, para US$ 628,6 milhões. Esse ítem tornou-se, de longe, o principal produto da pauta de exportação para o país vizinho neste ano. Em contrapartida, as exportações totais do Brasil para a Venezuela caíram 14,25% entre janeiro e outubro deste ano, para US$ 3,6 bilhões, contra US$ 4,3 bilhões nos primeiros dez meses de 2012.

"Há atrasos, mas nada que comprometa", afirma Antônio Jorge Camardelli, presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes). Uma fonte ligada a um grande frigorífico brasileiro, porém, afirma que empresa tem exigido dos venezuelanos entre 30% e 50% de adiantamento do valor de suas vendas. "Mas essa alta expressiva nas exportações de carne do Brasil é um sinal de que estamos recebendo", diz a fonte.



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa atinge maior patamar nominal em três anos

A baixa oferta de animais prontos para o abate segue sustentando os preços da arroba na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Entre 27 de novembro e 4 de dezembro, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa (estado de São Paulo) teve acréscimo de 1,65%, fechando em R$ 110,84 nessa quarta-feira, 4.

Com as altas dos últimos dias, o preço da arroba paulista chegou ao maior patamar nominal desde 18 de novembro de 2011. Quanto às exportações de carne bovina in natura, entre janeiro e novembro, somaram 1,07 milhão de toneladas, volume 25% superior ao embarcado no mesmo intervalo de 2012, segundo dados da Secex. O montante arrecadado de janeiro a novembro atingiu US$ 4,8 bilhões, um recorde para o período, ainda conforme dados da Secex. Para 2014, as exportações brasileiras devem manter o bom desempenho verificado neste ano, impulsionadas pelas estimativas do Banco Central (Boletim Focus) de dólar a R$ 2,40.

O Brasil, maior exportador do produto, vem sendo favorecido pela valorização do dólar ao longo de 2013, o que ampliou a competitividade da carne bovina nacional no mercado externo. Segundo pesquisadores do Cepea, além do câmbio favorável, a abertura de novos mercados deve contribuir com os embarques brasileiros de carne bovina em 2014. As principais apostas são a China, Irã e Arábia Saudita. 


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Brasil é habilitado a exportar sêmen e embrião bovino para a Costa Rica

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, participou nesta quarta-feira, 4 de dezembro, da 3ª Conferência Global sobre Educação Veterinária, em Foz do Iguaçu (PR). Na oportunidade, em reunião com o diretor geral do Departamento de Saúde Animal da Costa Rica, German Rojas, Andrade assinou um protocolo para exportação brasileira de sêmen e embrião bovino para o país.

Segundo Andrade, após alguns meses de negociações sanitárias, a reunião de hoje com German Rojas possibilitou oficialmente a abertura desse mercado. “A exportação de material genético brasileiro para o país da América Central já está liberada. Isso demonstra o cuidado do governo com os exportadores brasileiros, que podem comercializar seus produtos com os melhores mercados”, disse Andrade.

De acordo com German Rojas, diretor geral do Departamento de Saúde Animal da Costa Rica, há muito tempo o país quer importar sêmen e embrião bovino do Brasil, principalmente da raça girolando. “Estamos muito felizes com esse protocolo e com a finalização dessas negociações. Agradecemos o ministro Antônio Andrade pela gentileza e atenção dada à Costa Rica”, afirmou German.



Bancos emprestam mais ao agronegócio

O bom desempenho da agricultura com o nível mais alto de renda da população, a ampliação dos depósitos à vista e risco de calote historicamente menor resultaram no crescimento do saldo de crédito rural dos principais bancos do país em 2013. Em um ano mais fraco para o crédito como um todo, com as instituições privadas mostrando cautela ao emprestar devido ao receio de inadimplência, o setor se destaca. Além disso, a entrada neste ano de um novo concorrente, a Caixa Econômica Federal, acrescentou mais dinamismo ao segmento.

No sistema financeiro, o saldo de crédito rural com recursos direcionados a taxas reguladas (de até 5,5% ao ano) avançou 28% na comparação anual, totalizando R$ 131,5 bilhões no fim de outubro, enquanto o estoque de crédito com recursos direcionados a taxas de mercado cresceu 31% na comparação anual, para R$ 37,4 bilhões. As cifras consideram empréstimos a empresas do agronegócio e a produtores familiares e excluem o estoque de financiamento agroindustrial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Walmir Fernandes Segatto, do Santander: "Ideia é fidelizar o tomador de crédito rural, para conquistar toda a cadeia do agronegócio em algumas regiões"

O Banco do Brasil (BB) registrou uma expansão de 32,5%, chegando a um saldo de R$ 129,4 bilhões em setembro. Já o Santander apresentou elevação de 27,5% da carteira de crédito rural no terceiro trimestre deste ano, na comparação em 12 meses, superando os R$ 5 bilhões. O Bradesco teve um aumento de 15,5%, atingindo R$ 12,8 bilhões. Por fim, o saldo do Itaú Unibanco subiu 28,4%, totalizando R$ 7,4 bilhões.

O BB detém a maior participação de mercado como financiador do agronegócio brasileiro, com 77,8% do saldo total que exclui o BNDES, percentual próximo do registrado no mesmo período de 2012. As fatias de Itaú e Santander praticamente se mantiveram, em 4,5% e 3%, respectivamente, enquanto o Bradesco registrou uma perda em torno de 1 ponto percentual, a 6,9%, um espaço que pode ter sido ocupado parcialmente pela Caixa, com 0,7%.

"O agronegócio do país vive um momento bom, de consolidação", diz Walmir Fernandes Segatto, superintendente de Agronegócios do Santander. Ele lembra que, há dez anos, os produtores rurais não atraíam tanto a atenção dos bancos. Uma das razões era o alto risco. Mas hoje os investimentos em tecnologia estão se intensificando no campo, o que dá maior previsibilidade à produção e reduz as chances de inadimplência.

Outro fator que ajuda a atenuar riscos são as garantias dadas pelo governo, como o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), que salda as obrigações financeiras de pequenos e médios produtores que tomaram crédito, mas foram prejudicados por fenômenos naturais.

No Santander, a ideia é fidelizar o tomador de crédito rural, para conquistar toda a cadeia do agronegócio em determinadas regiões e até mesmo empresas que não são do setor. Segatto explica que há muitas cidades no interior do país em que esse elo se dá pelo boca a boca. "Se os produtores rurais não são meus clientes, o dono do supermercado ou do posto de gasolina também não será", afirma.
O Plano Safra 2013/2014 prevê R$ 136 bilhões em linhas de financiamento para investimento, custeio e comercialização, segundo o Ministério da Agricultura.

Pela legislação, os bancos comerciais ou múltiplos com carteira comercial devem direcionar 34% dos depósitos à vista ao crédito rural, sob a pena de ter o déficit recolhido pelo Banco Central na forma de compulsório sem nenhuma remuneração.Essa regra, contudo, ainda não vale para a Caixa.

O banco público, novato no segmento, atingiu um saldo de cerca de R$ 900 milhões no terceiro trimestre. A instituição passou a ofertar linhas para o agronegócio em setembro de 2012, com um projeto piloto que envolveu oito estados. Em julho deste ano, o banco estendeu a operação a todas as regiões do país. Isso se deve às exigências de uma resolução de meados de 2012, que incluiu a Caixa na lista de bancos obrigados a cumprir a exigibilidade de crédito rural.

Até junho de 2014, a Caixa terá que direcionar 13% dos depósitos à vista ao crédito rural. Esse percentual aumentará gradualmente, até chegar aos 34% em julho de 2016, mesma proporção aplicada aos demais bancos.

Os depósitos à vista têm crescido, outra questão que levou à expansão das carteiras de crédito rural dos bancos. Mês a mês, entre janeiro e outubro, os depósitos à vista do sistema financeiro observaram taxas de crescimento de 9% a 12%, na comparação com iguais períodos em 2012, com cifras que variaram entre R$ 154 bilhões e R$ 160 bilhões. Durante boa parte do ano passado, esses recursos oscilavam entre R$ 138 bilhões e R$ 147 bilhões, a cada mês.

A necessidade de emprestar para o setor faz com que os bancos literalmente "corram atrás" dos clientes que são bons pagadores, diz Ademiro Vian, diretor-adjunto de produtos financeiros da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). "Todos os bancos estão trabalhando firmemente para cumprir as exigibilidades e evitar a penalidade", afirma.

Vian diz que o segmento ficará ainda mais competitivo com o avanço da Caixa. "Os bancos com certeza lançarão novos produtos [diante do aumento da concorrência]", afirma o representante da Febraban.

Fabio Lenza, vice-presidente de negócios emergentes da Caixa, diz que a entrada do banco no segmento ocorreu devido ao processo de crescimento da instituição. A carteira de crédito rural do banco deve superar os R$ 3 bilhões até meados do ano que vem, disse o executivo.

O setor vive um "bom momento", com preços de commodities agrícolas apreciados e boas margens para os produtores devido à demanda, diz Clenio Severio Teribelli, diretor de agronegócios do Banco do Brasil. Além disso, o governo brasileiro tem adotado uma política de mitigação de riscos, com a adoção de seguros agrícolas. Antes de emprestar, contudo, o BB costuma fazer uma análise complementar dos riscos, que leva em conta fatores como a disponibilidade de água no terreno, o relevo e o clima.

No Banrisul, o estoque de crédito para agricultura avançou menos que nos demais bancos, apenas 5% na comparação entre setembro deste ano e igual mês de 2012, para R$ 1,9 bilhão. Mas o banco tem boas perspectivas para o segmento. O diretor de crédito, Guilherme Cassel, relata que quando assumiu a gestão da área em 2011, tinha por missão recuperar o papel do Banrisul no setor, importante para a economia do Rio Grande do Sul. Ele conhece bem o segmento, já que foi ministro de Desenvolvimento Agrário de 2006 a 2010.


Top 30% melhores avaliados no CP CRV Lagoa serão leiloados dia 07 de dezembro


No dia 07 de dezembro, a partir das 14h, será realizado o VII Leilão Virtual do Centro de Performance CRV Lagoa, com transmissão ao vivo pelo Canal do Boi para todo o Brasil.

Serão ofertados 100 touros jovens das raças Angus, Brahman, Guzerá, Nelore, Nelore Mocho, Senepol (dois animais), Sindi e Tabapuã. São os Top 30% avaliados no CP CRV Lagoa em 12 características. Estarão disponíveis alguns dos futuros reprodutores de destaque da pecuária nacional, líderes em características econômicas como ganho de peso diário, perímetro escrotal, qualidade de carcaça, conformação, precocidade e musculosidade, entre outras.

O CP também é uma grande fonte de genética para a bateria da CRV Lagoa: mais de 50 touros oriundos da avaliação integram o portfólio da Central, entre eles Terrantes (Nelore Mocho), Emiliano (Guzerá), Honda (Red Angus), S2 New Design (Aberdeen Angus) e Pohoro (Senepol), entre outros.

“É uma grande oportunidade de inserir qualidade genética em seu rebanho, adquirindo os jovens talentos Top 30% em todas as 12 características avaliadas. São reprodutores top avaliados pelo maior e mais completo teste de performance do Brasil”, destaca Ricardo Abreu, gerente de produto Corte Zebu da CRV Lagoa.

Sobre a CRV Lagoa

Maior central de genética bovina da América Latina, a CRV Lagoa oferece, desde 1971, sêmen convencional e sexado de touros nacionais e importados, programas de melhoramento genético para rebanhos de corte e leite como o PAINT e o Gestor Leite, além de serviços como o Centro de Performance, Ensino Avançado, CRV Lagoa Embryo, Insemina Fácil, entre outros. Mais informações: www.crvlagoa.com.br.




terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Novos mercados auxiliam saldo expressivo das exportações

O crescimento no comércio internacional do agronegócio brasileiro consolida a posição do país como um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo. Nos últimos doze meses, de novembro/2012 a outubro/2013, as exportações do agronegócio alcançaram US$ 101,36 bilhões, o que representa crescimento de 5,2% sobre os doze meses anteriores.

Entre os motivos que explicam o crescimento do setor está a ampliação de mercados para a compra de produtos agropecuários brasileiros. A China, por exemplo, apesar de ser o principal destino da soja produzida no Brasil, tem mostrado interesse em outras culturas. Em 2013, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Administração Geral de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena da República Popular da China (Aqsiq) assinaram um protocolo que permite a exportação de milho brasileiro para a China. Nos últimos anos, os chineses importam volumes crescentes do cereal e o Brasil pretende ser um dos maiores fornecedores.

Outro exemplo positivo é a Rússia, que este ano autorizou o acesso de carne de equídeos ao habilitar dois estabelecimentos brasileiros para exportação. “Esta é uma grande conquista, pois nos últimos 15 anos não havia registro de exportações de carne equina para o mercado russo”, explica o secretário de Relações Internacionais do Mapa, Marcelo Junqueira.

O Japão, após sete anos de negociações, autorizou a exportação de carne suína proveniente de Santa Catarina. As negociações começaram em 2006 e a conclusão do processo tem impacto positivo para a economia regional. As exportações de carne suína para os japoneses podem beneficiar fortemente o segmento no Brasil.

Ainda quanto às exportações de carne, os mexicanos aceitaram este ano as garantias sanitárias do Brasil e, pela primeira vez, o país vai exportar carne e ovos férteis de frango para o México. As negociações fazem parte da estratégia do governo federal para a abertura de novos mercados. A expectativa é de que em 2014 essa abertura seja significativa e proporcione um aumento ainda maior nas exportações dos produtos do agronegócio brasileiro.

Em relação às frutas, o Chile está em fase final para a abertura de importação de melão e melancia. Uma missão técnica, composta por três representantes chilenos do Ministério da Agricultura do país, esteve na região que engloba o Rio Grande do Norte e Ceará e constatou a eficiência dos trabalhos realizados na manutenção do status fitossanitário de ausência da praga Anastrepha grandis (mosca-das-frutas). O Ministério da Agricultura segue trabalhando para a conquista de novos e importantes mercados.



segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Exportações de carne bovina brasileira somam US$ 6 bi

O Brasil bateu em novembro uma marca histórica. As exportações de carne bovina brasileira atingiram US$ 6 bilhões em faturamento pela primeira vez, superando a meta prevista para 2013 a um mês do fechamento do ano. A expectativa é de que, computados os dados de dezembro, as transações superem o valor de US$ 6,5 bilhões – o que equivaleria a aproximadamente 15% de crescimento na comparação com os US$ 5,7 bi faturados em 2012. Em volume, o país já superou a marca de 1,35 milhão de toneladas destinadas a mais de 130 países.

De acordo com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, o resultado mostra a confiança dos parceiros comerciais na qualidade de inspeção dos produtos brasileiros. “O serviço sanitário brasileiro faz um trabalho exemplar, garantindo que as regras de fiscalização de alimentos produzidos no país sejam cumpridas à risca. Esse fator tem garantido segurança aos nossos compradores, que sabem que adquirem produtos de qualidade. Não à toa estamos entre os principais exportadores de carne bovina do mundo”, destacou. 

Antônio Andrade ainda ressaltou a importância das negociações com o mercado russo este ano, que possibilitaram a retirada de suspensões temporárias impostas a estabelecimentos brasileiros entre 2009 e 2012.

Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), Antônio Camardelli, um dos principais fatores para o crescimento das exportações do produto foi a ampliação da demanda de mercados como Hong Kong, que lidera o ranking anual dos mercados que mais importam carne do Brasil. “Nós também tivemos um incremento importante nas negociações efetuadas para a Venezuela e países do Oriente Médio, como Irã e Israel”, explica. De acordo com os dados mais recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil será o maior exportador de carne bovina este ano, à frente da Índia e da Austrália.

Fiscalização
A garantia da qualidade da carne brasileira passa por um rigoroso processo de inspeção feito pelos serviços sanitários oficiais. No caso do produto para exportação – também disponível para o consumidor brasileiro, a fiscalização é feita pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF).

O SIF tem o controle da origem dos produtos. Cada animal abatido é fiscalizado por uma equipe do Mapa, composta por veterinários e auxiliares, além de profissionais contratados pela própria empresa. Em caso de detecção de irregularidades no procedimento de colocação do SIF, o processo de produção é interrompido, há a autuação do estabelecimento e a avaliação do risco para a produção, sendo retomado quando a empresa apresentar um plano de prevenção.

As vistorias nesses estabelecimentos por fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) são diárias e já começam antes do início da produção. Dados do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) apontam para 278 os abatedouros com SIF no país. No ano passado, os produtos de origem animal apresentaram elevados índices de conformidade (90,51%). No período, foram analisadas 75.020 amostras de produtos de origem animal, sendo que 94% apresentaram conformidade com os padrões legais vigentes.

O Serviço de Inspeção Federal atua junto a cada estabelecimento, exigindo as boas práticas de fabricação e examinando os animais, antes e após a sua morte, descartando quaisquer produtos que sejam considerados impróprios para consumo.

Imagem: MAPA 

Leilão Ouro Bahia acontece durante a Fenagro

A 26ª Feira Internacional da Agropecuária (Fenagro 2013), já começou no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador. A maior feira agropecuária do Norte e Nordeste, segue até o dia 8 de dezembro, encerrando o calendário de feiras do segmento na Bahia. 

Nesta terça tem Leilão Ouro Bahia com o melhor da genética Nelore!!!! O pregão tem transmissão do Canal Rura, a partir das 21hl!!! 

A expectativa da organização do evento é atrair mais de 300 mil visitantes e movimentar aproximadamente R$ 100 milhões em negócios, por meio da venda direta e indireta de animais, maquinários, implementos e financiamentos agrícolas, além da movimentação nos 17 leilões que acontecerão durante a exposição.  

A Fenagro é uma realização das associações de criadores de animais da Bahia, representadas pela Associação dos Criadores de Nelore da Bahia (ABCN), Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos da Bahia (ACCOBA) e Associação dos Criadores do Cavalo Mangalarga Machador da Bahia (ACCMMB).


 Acompanhe!!! ótimos negócios e excelente semana!!!!!



quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Grife Nelore tem descontos de até 70%


Como a qualidade é o grande diferencial da marca, a Nelore não poderia ter outra Grife que não fosse a Bonnet, que está presente na Exposição Agropecuária de Barretos. O espaço Grife Nelore está montado no palanque em frente a pista de julgamento do Jóquei Clube de Barretos.

A Bonnet já faz história no segmento country como empresa de grande sucesso que alia alta qualidade de produtos a bons preços. Fundada em junho de 1994, na cidade de Barretos-SP, iniciou sua produção confeccionando exclusivamente bonés de qualidade que logo atraíram vasto mercado. Tendo como artigo principal, o boné.

A exposição já  começou e vai até sábado, 30 de novembro. A grife faz a queima de estoque com descontos de até 70%. Quem passar pelo Jockey Club de Barretos pode conferir os descontos e já fazer as compras do Natal!!

Os produtos fabricados pela Bonnet são desenvolvidos seguindo os objetivos estabelecidos pela empresa, de investir na formação de profissionais gabaritados e em maquinário de tecnologia atualizada. Um instrumental que garante qualidade e produtividade incomparáveis à sua produção o que garante a qualidade.

A grife Nelore desenvolvida pela Bonnet conta com peças de alto padrão, as camisas e camisetas são produzidas em 100% algodão, as jaquetas são impermeáveis e feitas com Nylon de paraquedas o que garante a durabilidadee os bonés.

Vantagens - Sócios ACNB

Sócios em dia da Associação dos Criadores de Nelore  tem 10% de desconto  para produção de bonés com a logomarca da sua fazenda. Entre em contato com bonnet e garanta a qualidade do seu produto.






quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Cargill vence a primeira edição de “As Melhores da Dinheiro Rural”

A Dinheiro Rural, revista mensal da Editora Três, que em 2014 completa dez anos, promoveu na noite de ontem (26), a primeira edição do prêmio “As Melhores da Dinheiro Rural”. A Cargill, uma das maiores empresas multinacionais do agronegócio, foi eleita a “Empresa do Ano no Agronegócio”. Além dela, o evento contemplou outras 30 empresas e cooperativas com as melhores práticas de gestão, bem como as campeãs setoriais e os destaques da agropecuária (veja abaixo a lista completa).

Na ocasião, também foi lançado o anuário As Melhores da Dinheiro Rural, análise inédita e precisa sobre as companhias e o mercado, com um ranking das 500 principais organizações que atuam direta ou indiretamente no campo.  “Pela primeira vez, uma publicação avalia as empresas do agronegócio com grande abrangência, considerando desde indicadores financeiros até o papel das companhias na integração cadeia produtiva”, diz Milton Gamez , diretor de núcleo da Editora Três.

 A avaliação das empresas apresentadas no anuário em contempladas na premiação envolveu metodologia própria, elaborada em conjunto com o Instituto Universal de Marketing em Agribusiness (I-UMA ) e os consultores José Luiz Tejon Megido e Miguel Ângelo Arab. O estudo ainda contou com a participação do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS) e a Boa Vista Serviços, empresa especializada em informações financeiras.

Na categoria Destaques da Pecuária o prêmio Carne de Qualidade ficou com a Fazenda São Marcelo, do Grupo JD que pertence aos antigos controladores da rede de supermercados Carrefour e está localizado em Tangará da Serra (MT). A Fazenda São Marcelo envia para o Programa de Qualidade Nelore Natural (PQNN) da Associação de Criadores de Nelore do Brasil quatro mil animais por ano e o frigorífico parceiro Marfrig paga uma bonificação de até 4% a mais , para pecuaristas que "entregam" um boi de maior qualidade.

A Fazenda São Marcelo, em especial , consegue com esse acréscimo ser a primeira brasileira e uma das únicas empresas mundiais a conquistar a certificação Rainforest Alliance, direcionada às práticas ambientais, sociais e de produtividade. Apenas ela e a Unilever receberão o certificado nos Estados Unidos neste ano. Por sua produção diferenciada, a São Marcelo também foi a primeira brasileira a conseguir a certificação de bem-estar animal, concedida pela Ecocert Brasil.

Arnaldo Johannes Eijsink, responsável pelas atividades da pecuária do grupo JD, diz que a maior produtividade por área e carne de qualidade exige investimento e modernização. "O pecuarista tradicional que não investir não terá vida longa ", afirma. Ele cita como exemplo de inoação práticas como a adubação de pastagem, controle zootécnico, reprodução com touros provados por programas de melhoramento genético e confinamento estratégico entre outros.

A São Marcelo possui atualmente, um rebanho de 40 mil bovinos , dos quais 11 mil são matrizes Nelore. Além do volume, na carne de qualidade uma das principais preocupações dos pecuaristas está na uniformidade do produto. Um dos objetivos do Programa de Qualidade Nelore Natural  é divulgar as qualidades da carne da raça Nelore e oferecer ao público consumidor um produto com origem conhecida e qualidade controlada, o PQNN valoriza o sistema de produção à base de forrageiras, consolidando a imagem do Nelore brasileiro como sinônimo de carne saudável. 

 “A premiação é um marco na história da Dinheiro Rural e a expansão de um sucesso. Em dez anos, a publicação se tornou importante aliada do produtor e empresário rural”, afirma Gamez. “Mais do que premiar grandes iniciativas, projetos e empresas, este momento demonstra a crença da Editora Três na economia brasileira, na pujança do agronegócio e na mente criativa dos empresários”, completa.

A pecuária responde, sozinha, por cerca de um terço do PIB do agronegócio no País. No ano passado a cadeia movimentou US$ 167 bilhões, gerando mais de seis milhões de empregos.

Confira lista completa com os premiados de  “As Melhores da Dinheiro Rural:

CATEGORIAS DE GESTÃO:
EMPRESA DO ANO: Cargill
Agronegócio Direto: Cargill
Agronegócio Indireto: Ambev
Cooperativa: Comigo Gestão de Cadeia Produtiva: Aurora
Açúcar e biocombustíveis: Usina Alto Alegre
Bebidas: Ambev
Café: Realcafé
Calçados e Couros: Arezzo
Conglomerados de Alimentos: Cosan
Conglomerados Químicos: Bayer
Fertilizantes e Agroquímicos: Ihara
Grãos: Josapar



DESTAQUES DA PECUÁRIA
Fazenda Sustentável: Fazenda Cachoeirão, de Nedson Rodrigues Pereira e José Rodrigues Pereira, em Bandeirantes (MS );

Carne de Qualidade: Fazenda São Marcelo, do Grupo JD, em Tangará da Serra (MT);

Confinamento de Produtor: Fazenda Conforto, de Alexandre Funari Negrão, em Nova Crixás (GO);

Confinamento de Frigorífico: JBS, em Castilho (SP);

Criador de Gado de Produção: Abel Leopoldino, da Agropecuária Leopoldino, em Água Boa (MT);

Criador de Raça Composta: Eduardo Macedo Linhares, da Gap Genética, de Uruguaiana (RS);

Criador de Raça Taurina: Valter José Pötter, da Estância Guatambu, em Dom Pedrito (RS);

Criador de Raça Zebuína: Rodolpho Ortenblad, da Fazenda Córrego de Santa Cecília, em Uchoa (SP);

Criador de Raça Nelore: Alexandre Grendene, da Agropecuária Jacarezinho, em Valparaíso (SP);

Leilões: Programa Leilões.




Cotação do boi gordo registra nova alta

O mercado está firme para o boi gordo. Segundo a Scot Consultoria, houve alta na arroba do bovino terminado nessa terça, dia 26, pelo segundo dia consecutivo em São Paulo. A referência para o boi gordo no Estado subiu para R$ 109,50/@, à vista. Na tentativa de alongar as escalas, algumas indústrias ofertam preços de até R$ 110,00/@, à vista. 

A dificuldade em encontrar os animais de cocho, paralelamente ao atraso da oferta dos animais terminados a pasto, desenha esse cenário em boa parte do Brasil central. A oferta é restrita e a demanda vem colaborando, mesmo no final do mês.

No mercado atacadista de carne com osso, o boi casado de animais castrados está sendo negociado, em média, por R$ 6,94 o quilo. É o maior valor registrado desde o início de novembro.


terça-feira, 26 de novembro de 2013

Alívio de sanções ao Irã deve beneficiar carne brasileira

O afrouxamento das sanções contra o Irã, previsto no acordo provisório sobre o programa nuclear do país, gera grande expectativa no agronegócio brasileiro. O Irã é um parceiro comercial que tem gerado saldos importantes para a balança comercial do Brasil desde o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Mas as exportações brasileiras estagnaram nos últimos dois anos e estão caindo fortemente neste ano, com o recrudescimento das sanções e a piora das relações bilaterais durante o governo de Dilma Rousseff.

As vendas brasileiras para o Irã chegaram a US$ 2,332 bilhões em 2011, primeiro ano do governo Dilma. Em 2012, as exportações, que vinham ganhando impulso, recuaram para US$ 2,183 bilhões. Neste ano, o comércio desabou.

Entre janeiro e outubro, o Brasil exportou apenas US$ 1,204 bilhão para o Irã, com destaque para cereais, açúcar e carnes. Já as exportações iranianas para o Brasil, que em 2010 chegaram a US$ 123 milhões, somam apenas US$ 7,5 milhões em 2013.

As principais exportações brasileiras não são alvo direto das sanções impostas pelo Ocidente ao Irã. Mas elas acabaram sendo afetadas pelo asfixiamento a que a economia iraniana foi submetida, com restrições de seguro, crédito e acesso dos iranianos a recursos no exterior, além da dificuldade de contratar navios e contêineres para exportar para lá.

Além disso, diferentemente de Lula, a presidente Dilma não manteve uma relação próxima com o regime iraniano, o que, segundo fontes, acabou afetando as relações comerciais. Em 2010, Lula chegou a costurar, juntamente com a Turquia, um acordo com os iranianos para enriquecimento de urânio fora do país - que acabou sendo rejeitado pelos EUA e aliados europeus. Foi o cume da boa relação entre os governos brasileiro e iraniano.

Mas o clima azedou após o Brasil ter adotado posições desfavoráveis ao Irã no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em 2011, já sob Dilma.

Dentre os setores que mais comemoram o alívio nas sanções ao Irã está o de carne bovina. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o setor conseguiu entre janeiro e outubro uma receita de US$ 161,9 milhões com as vendas aos iranianos. O desempenho é pífio se comparado aos US$ 807,5 milhões exportados em 2010.

Mas a expectativa, agora, é de reversão deste quadro. "Desde outubro nós já vínhamos sentindo um interesse maior dos importadores iranianos, antevendo que algo poderia mudar [em relação às sanções]", diz Antonio Jorge Camardelli, presidente da Abiec. Isso já se refletiu em exportações de 7.400 toneladas em novembro, com receita de US$ 33 milhões, contra US$ 24,7 milhões e 5.000 toneladas em outubro.

Para 2014, a entidade espera que as exportações cheguem a um recorde de US$ 1 bilhão. "Pretendemos até fazer um churrasco promocional em Teerã para comemorar", afirma Camardelli.